As possíveis influências que tornaram o futebol popular no Brasil (1894 – 1930)
Escrito por Fábio da Silva Pelegrini
domingo, 19 de abril de 2009
http://educacaofisica.org/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=370&Itemid=2
Introdução
O presente trabalho tratará de análises sobre as possíveis influências que tornaram o futebol popular no Brasil (1894 – 1930). Escolhi o tema por ter vivenciado práticas relacionadas ao futebol desde pequeno, tive muitas alegrias no futebol. Este tema e a prática se apresentam mágicos para mim. São inúmeras as possibilidades que envolvem o futebol, particularmente, adoro este esporte, não só pelo fato do mesmo ser a paixão nacional, mas sim, pelo fato de sempre tê-lo praticado, tal prática sempre se apresentou prazerosa, fato esse que me seduziu ao fenômeno futebol. Sua prática é muito simples de ser realizada, independente do terreno, do material que é utilizado.
A prática esportiva dita em questão neste trabalho é a paixão nacional no Brasil, pois atende e satisfaz a todas as classes sociais. Desde o início do século XX, na década de 1920, o futebol se mostrou diante à sociedade sendo uma prática muito visível na elite, tal esporte se popularizou de tal forma que atinge direta e indiretamente a todas as camadas sociais. O objetivo do trabalho que estamos desenvolvendo é apresentar os dados reais sobre a questão; as possíveis influências que tornaram popular o futebol no Brasil (1894 – 1930). Irei me basear em referenciais teóricos relativamente aos quais apresentam suas concepções sobre o tema aqui apresentado.
Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e evidentemente qualitativa, com dados reais e comprovados por pesquisadores, historiadores de todas as nacionalidades mundiais.
O jogo/esporte, “Football”, é oriundo da Inglaterra, mas sem sombras de dúvidas, foi introduzido no Brasil por um brasileiro – inglês, tal esporte se torna originário brasileiro, pois as primeiras práticas foram efetuadas no Brasil, propostas por Charles William Miller “o pai do futebol”. Chegando à São Paulo em 1894, ele introduz a prática do futebol, propondo à seus amigos ingleses a prática do futebol, assim se inicia a história e introdução dessa prática no Brasil, acarretando com o decorrer dos tempos a sua popularização por todas as camadas sociais brasileiras e mundiais.
Os Momentos Iniciais do Futebol no Brasil
Em 1894, o estudante brasileiro, Charles Miller, filho de ingleses, volta da Inglaterra, e chega em São Paulo, capital, Brasil, trazendo em sua bagagem bolas, apito, uniformes. Ele introduz o Football, ou em português, "Futebol" em São Paulo, capital, Brasil. Este esporte é originário da Inglaterra, mas não se pode negar que este esporte foi inicialmente introduzido no Brasil, pois sua prática inicial com a forma de ser jogado e a qual permanece até hoje nos dias atuais, foi efetuada no Brasil em 1894/1895. Em Maio de 1895, Charles propõe a seus amigos ingleses, um jogo praticado em campos, jogo este praticado desde 1863, no colégio Southampton, Inglaterra. As perguntas feitas á Charles Miller foram as seguintes:
O que é esse jogo? Como é jogado?
Charles, espontaneamente os respondeu, o chute é desta forma tal, o lateral é assim, a forma na qual Charles respondeu-os permanece até os dias atuais com as 17 regras.
O futebol é um esporte popularmente brasileiro, apaixonante, fascinante e simples de ser praticado. Charles Miller foi jogador de dois grandes clubes da Inglaterra, ele atuou no Corinthians e no Southampton. Em maio de 1895, ele organizou no Brasil o primeiro ensaio futebolístico na Chácara Dulley, situada no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, capital. (Mazzoni, Tomás, 1950).
A divulgação do novo jogo foi aparente em clubes em que a sociedade de classe alta paulistana freqüentava, em sua maioria imigrantes ingleses. O primeiro clube a difundir o futebol como modalidade esportiva, foi o São Paulo Atletic Club, clube este foi fundado para a prática do cricket, um esporte muito praticado pelos ingleses, em 1897 o futebol tornou-se praticável no dito clube, pelo fato do mesmo ser um esporte recém-introduzido no Brasil e sua prática sendo destaque entre as demais. (Mazzoni, Tomás, 1950).
A prática do futebol era feita em locais abertos, ou em qualquer local determinado pelos praticantes, e a maioria das vezes, os seus praticantes tinham que dividir o espaço com os animais que ali pastavam, mas antes de praticá-lo todos limpavam o local e retiravam os animais do espaço, para uma melhor visualização do espaço / campo de jogo. Em dias de jogos, muitos se mobilizavam para assistir aos jogos. Era uma atração na Chácara Dulley. As (Mazzoni, 1950).
Em respeito ao surgimento do futebol no Rio de Janeiro e em São Paulo, Oscar Cox e Charles Miller tiveram idéias semelhantes e difundiram o futebol no Rio de Janeiro e em São Paulo. Charles Miller, foi o pai do futebol no Brasil, sem ambigüidades, seu retorno à sua terra natal, São Paulo, o fez presentear de certo modo este belíssimo país , chamado Brasil, ele relata em uma carta escrita de próprio punho, divulgando aos meios de comunicação em 1894 / 1895. a seguinte mensagem:
“Em meados de 1894, fixei-me em minha terra natal - São Paulo. Realizamos o primeiro ensaio futebolístico em terras brasileiras, no ano de 1895 e, precisamente na Várzea do Carmo, nas proximidades da rua do Gasômetro e Santa Rosa, no bairro do Brás. Para isso, reuni um grupo de ingleses da Campanhia de Gás, London Bank e S.P.R. É interessante lembrar-acrescenta Charles – que essa primeira tentativa foi efetuada com a bola que serviu para o jogo disputado em 1894, em Southampton, e me fora presenteada por um companheiro do selecionado, que mais tarde se tornou o presidente da Liga de Futebol da Inglaterra”. Palavras escritas por Charles Miller. (Mazzoni, 1950)
Quando Charles Miller chega ao Brasil, ele reúne seus amigos suscitando a prática, pois o dito jogo já era praticado pelos ingleses desde 1863 nos colégios em Southampton, Inglaterra, colégio este onde Charles, vivenciou a prática do futebol. Esta modalidade esportiva era inicialmente praticada com as mãos, chamavam o esporte com o nome de "Rugby", mas ao passar do tempo, esta modalidade, foi sendo jogada com os pés, pois jogando com os pés, os praticantes teriam mais agilidade até chegar ao alvo que seria o objetivo buscado, somente os jovens universitários, ricos, de classe altíssima, tinham acesso a tal prática, lá, eles se dividiam em equipes, colocavam uma baliza em cada local determinado no campo de jogo.
Segundo DAOLIO (2003)
" É inegável a influência que o futebol teve na vida nacional a partir do início do século XX. Apesar de caracterizar - se, no início, como um esporte de elite, a partir de meados da década de 1920, ele se popularizou de tal forma que atinge hoje, direta e indiretamente, toda a população brasileira". (Daolio, 2003, p.155).
Charles escreveu em seu breve testemunho sobre a prática, que dizia o seguinte:
“Logo que nos sentimos mais traquejados e que o número de praticantes do jogo havia crescido, convoquei a turma para o primeiro cotejo regulamentar, denominando os quadros um “TheTeam do Gaz”, o que era integrado por empregados daquela Companhia, e o outro de “The S.P. Railway Team”, formado de funcionários desta ferrovia. Isso ocorreu em 14 de Abril de 1895. Ao chegar ao campo a primeira tarefa que realizamos foi enxotar do mesmo os animais da Cia Viação Paulista, que ali pastavam. Logo depois iniciamos nosso jogo, que transcorreu interessante, sendo que alguns companheiros jogavam mesmo de calças, por falta de uniforme adequado. Venceram os companheiros da São Paulo Railway , por 4 x 2, entre os quais eu formava, e que eram, em sua maior parte, sócios do São Paulo Atlhetic Club. Quando deixamos o campo já estava assumido o compromisso de promovermos um segundo jogo, sendo que a exclamação foi “ Que ótimo esporte, que joguinho bom”. Outras partidas foram realizadas, mas na Chácara Dulley, onde finalmente acabamos incorporando o futebol no S.P. Atletic, que foi o primeiro campeão brasileiro desse esporte.”
(Mazzoni, Tomas, 1950).
Diante a estas afirmações, podemos dizer sem ambigüidades, que tal prática foi introduzida no Brasil, devido a idéia de um brasileiro, que pelo seu interesse pela prática do futebol, ele o traz a seu país e alí, o introduz, presenteando a vosso povo com uma nova prática, que desde os tempos passados era praticada somente na Europa, Inglaterra.
O futebol foi difundido na terra de Charles Miller, São Paulo, capital, terra esta que haviam muitos imigrantes europeus, e até os dias atuais habitam a mega metrópole, a popularização do futebol se inicia, pelo fato de imigrantes chegarem ao Brasil e já conterem os conhecimentos sobre a prática que desde 1894, divulgada por brasileiros, Charles Miller a introduz e divide esse presente que atribui ao Brasil com as demais federações, São Paulo e Rio de Janeiro se unem para a organização do primeiro campeonato de futebol no Brasil, em principio surge o primeiro campeonato a ser feito no Brasil foi Campeonato Paulista, realizado em 1902, contendo apenas 5 times da elite paulistana, sendo os tais clubes participantes: São Paulo Atletic (1888), Associação Atlética Mackenzie (1898), Sport Club Germânia (1899), Sport Club Internacional (1899) e o Clube Atlético Paulistano (1900), Rio de Janeiro e São Paulo foram as primeiras federações a ter o futebol como a prática predominante em relação as demais modalidades esportivas praticadas no Brasil.
Charles Miller e Oscar Cox, juntamente com senhores que se interessaram pela prática, se reuniram e, tiveram uma conversa tratando-se de como poderiam organizar jogos entre os clubes do Rio de Janeiro e São Paulo.
Ressalta SANTOS NETO (2002),
“Leva-nos a identificar e discutir como a nossa sociedade foi construída e buscar meios de transformar o contexto atual, assim nos reconhecemos enquanto cidadãos críticos acerca dos fatos que nos cercam e não simplesmente alienados frente às diferenças sociais”.
A popularização do Futebol no Brasil
A popularização do futebol no Brasil se inicia em decorrência do fato de ser uma prática simples de ser praticada, tendo portando uma bola, contendo espaços determinados, quaisquer locais estipulado pelos praticantes. O uniforme pode ser qualquer traje que se diferencie as equipes, ou seja, trajes diferenciados em relação uma à outra. Charles Miller praticou o dito esporte nos colégios em que somente a classe alta (elite) poderia ter acesso à prática, mas Charles, não desconhecia a idéia de que a classe baixa poderia ter acesso igualitário, o Football, em português "Futebol", esporte este é originário da Inglaterra, mas não se pode negar que este esporte foi inicialmente introduzido no Brasil com as regras e formas de jogar com gênese brasileira, pois é sem ambigüidades uma modalidade esportiva de origem brasileira, sendo que foi uma prática esportiva difundida no Brasil por um brasileiro, que a conheceu na Europa, e à partir de seus conhecimentos adquiridos lá em Southamphton, Inglaterra, ele traz ao seu país e o introduz.
Segundo SILVA (1996),
“(...) fenômeno de massa; de profunda e larga adesão popular, assume aspectos de autêntico mistério pois constitui, com mais algumas poucas atividades, umas das formas de comunhão colectiva mais intensas, em especial nos grandes desafios de futebol ou nas grandes provas internacionais (sic). A experiência comum aí vivida é de caráter essencialmente afetivo em que os espectador participa que também cria e recria, sem cessar”. (DA SILVA, 1996, p.9).
Desde a Idade Média se tem notícias de que os homens praticavam jogos com bolas. Esses jogos, no entanto, pouco têm comum com o que denominamos hoje futebol e essa data pode ser ainda mais distante, pois há na cultura de vários povos diferentes relatos de jogos, de alguma maneira podemos dizer que são aparentados a prática do futebol.
Através do colonialismo inglês do século XIX, a versão inglesa do futebol se espalhou pelo mundo a fora em um período muito curto de tempo.
DA SILVA (1996) relata;
“(...) em plena expansão imperial, o futebol era um produto de exportação tão tipicamente britânico como os tecidos de Manchester, as estradas de ferro, os empréstimos do banco Barings ou a doutrina do livre comércio”. (DA SILVA, 1996, p.24).
A difusão do futebol não foi fácil nas grandes metrópoles do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, Charles Miller e Oscar Cox propagaram em suas respectivas cidades a divulgação desse esporte, um esporte oriundo da Inglaterra. Em 1888, surge o primeiro clube de futebol no Brasil, o São Paulo Atletic Club. As primeiras práticas do futebol do clube foram feitas na Chácara Dulley, nos seus primeiros anos de vida fixaram os primeiros “bate-bola”, em seus iniciais treinos em terras brasileiras, em São Paulo, capital. A Chácara se localizava onde é atualmente hoje a Rua Três Rios. O São Paulo Atletic Club se apresenta com o seguinte histórico, em seu primeiro campo, logo depois de sua fundação, as suas práticas futebolísticas foram feitas na Chácara doada pela família Dulley, situada no bairro do Bom Retiro., nas proximidades da vizinhança no Jardim da Luz, nessa chácara, em 1892 se instalava um grupo de argentinos jogadores de “cricket”. O campo não se apresentava com muitos buracos, e não estava sujeito a invasões indébitas de águas do rio. Construiu - se um pavilhão, sem muito luxo, evidentemente, onde os sócios do clube se trajavam antes de suas práticas do futebol no Brasil.
O primeiro clube a se dedicar com destaque em suas práticas esportivas em suas dependências foi o A.A.M.C (Associação Atlética Mackenzie College) de São Paulo, clube este fundado em 1898. Os seus alunos já tinham conhecimento do esporte bretão praticado no São Paulo Atletic Club pelos ingleses. Possivelmente, alguns deles conheceram a nova prática como convidados dos praticantes ingleses ou por curiosidade pela nova prática no Brasil, Eles adquiriam os conhecimentos de como se praticar o futebol nos recreios no colégio, nos treinos do São Paulo Atletic Club, improvisados e executados na Chácara Dulley em 1895/96, o grande entusiasmo em praticá-lo se deu á admiração do esporte nas práticas feitas no recreio do colégio feitas ludicamente, e de forma satisfatória.
Este clube foi o primeiro a ter em seus praticantes brasileiros. Forma-se então o primeiro grêmio de futebol, time de futebol de brasileiros para brasileiros. Sua fundação data-se em 18 de agosto de 1898, em São Paulo, capital. Anteriormente aos dados fatos ocorridos, no Rio de Janeiro, as práticas do futebol já eram visíveis pelos brasileiros.
Segundo Mazzoni apud Várzea (1950) afirmam que o primeiro clube dos esportes (terrestres a ao ar livre) fundado em 1875 pelos srs. H.L.Wathley, A.Mac Millian, C.D, Simons, Amaral, Robison e Cox, os quais teriam tentado ali a prática do futebol entre os anos de 1891 e 1893, isto nos terrenos existentes para os lados do Palácio Guanabara, junto a rua Paissandu, onde mais tarde se fixou aquele clube, recebendo posteriormente a denominação de Paissandu Cricket Club. (Mazzoni apud Várzea, 1950, p.21).
O segundo clube surgido em terras cariocas foi o Clube Brasileiro de Futebol Rugby, o primeiro a cultivar a prática de futebol no Rio de Janeiro, fundado em 12 de setembro de 1891, data esta anterior a difusão do “soccer”, futebol no Brasil feita por Charles Miller, um paulistano, consagrado pela nação brasileira como o pai do futebol no Brasil. A prática desta modalidade divulgada por Charles, em 1894, surte com enorme êxito no Brasil e em todos as nações deste mundo.
Em 1897, viera para São Paulo, Brasil, o jovem alemão Hans Nobiling. Fora jogador de futebol do clube Germânia de Hamburgo, Alemanha. Ele chega a São Paulo disposto a propagar o esporte praticado da forma praticada em vosso país de origem, a Alemanha, tal esporte ele tinha preferência dentre as demais práticas esportivas.Hans Nobiling, começou a trocar conhecimentos com outros rapazes empregados do comércio paulistano, e sem dúvidas amantes do esporte bretão. O comércio foi o ramo ao qual Hans Nobiling passou a desenvolver suas atividades, funções na sociedade paulistana brasileira.
Mazzoni apud Várzea (1950) relatam o seguinte episódio sobre Hans Nobiling .
“Visitando certa vez uma sociedade de educação física, indagou alí se conheciam o “association football”. Seus ouvintes lhe informaram que era esporte só praticado entre os ingleses, na sua Chácara do Bom Retiro, e assim mesmo raramente. Nobiling, confesso-lhes o propósito de difundir o futebol aqui, para o que trouxeram uma bola, um exemplar dos estatutos do E.C.Germânia, de Hamburgo, Alemanha e apetrechos. Os companheiros achavam a idéia impraticável. De resto, eles se interessavam mais pela ginástica, cujos clubes se espelhavam por São Paulo , Rio de Janeiro e Porto Alegre, desde 1875” . (Mazzoni apud Várzea, 1950, p.22).
Em 1901, iniciavam o primeiros campeonatos, entre Rio de Janeiro e São Paulo, a equipe carioca (organizada por Oscar Cox), visita a cidade de São Paulo, para que os jogos entre as equipes acontecessem, eram verdadeiras festas, cercadas de toda a elegância e espírito desportivo:
“Esses encontros se revestiam da maior cordialidade. Foram verdadeiras festas ao ar livre, nas quais predominava o esporte pelo esporte, num ambiente da mais fraca camaradagem. Visavam eles o desenvolvimento físico da raça, aliado ao intercâmbio social entre a mocidade das duas grandes capitais brasileiras.“ (DA SILVA, 1996, p.41)
Nesse primeiro encontro houve empate entre paulistas e cariocas e o encontro foi comemorado à noite com um banquete na Rotisserie Sport, havendo de brindes entre Oscar Cox e Charles Miller. No período, somente e exclusivamente a classe alta (elite) tinha acesso à prática do futebol, tanto paulista como carioca.
A difusão e sucesso do futebol no Brasil foi rápido, e já na primeira década do século muitos queriam praticar esse esporte. Com o inconveniente de não contar com bolas apropriadas importadas, os garotos pobres improvisavam. Usavam bolas feitas de meias e recheadas de pano, bolas de borracha, enfim qualquer material que prestasse à prática desse esporte era utilizado, até mesmo laranjas, servindo como a bola.
Era e é comum ver meninos em luta pela bola em qualquer terreno vazio e plano, que pudesse ser utilizado como campo. Ainda que não fosse gramado, não tinha importância todos queriam jogar futebol.
No Rio de Janeiro, no subúrbio, em Bangu, não era diferente essa prática. Os meninos sonhavam em trabalhar na Companhia Progresso. Acompanhavam inclusive, os treinos do clube do lado de fora do muro que cercava o campo, aguardavam que a bola ultrapassasse o muro e caísse lá fora, o grande sonho dos meninos era pegar a bola e levá-la embora e praticar o futebol em suas casas. Mais tarde essa bola que os mesmos a pertenciam aparecia no largo da igreja de Bangu, onde os meninos jogavam futebol.
Em São, porém a popularização do futebol se deu pela propagação dos clubes de várzea. Esses clubes eram formados por operários, trabalhadores, gente comum que não podia entrar em clubes tradicionais como o Paulistano. Assim, a Várzea do Carmo, que se estendia desde o qual atual Parque Dom Pedro II e Glicério até o Pari, se transformava em campos de futebol, onde já em 1903 eram disputados os campeonatos desses clubes.
Dentro de poucos anos passados, os grêmios e pequenos clubes se multiplicavam nos campos de capim da Várzea. Em 1914 o terreno foi aterrado dando origem a campos de terra vermelha, e à fase mais próspera do futebol varzeano com os Argentinos, XI de Agosto, Herói das Chamas, Lara, Botafogo, Jaceguay, etc. Os mais antigos eram o Aliança e o Domitila, clubes estes rivais na época. Dois clubes de várzea da época era constítuido por jogadores negros. Tomás Mazzoni relata:
“A Várzea era o início da carreira de clubes e jogadores. Foi a Meca do pequeno futebol. Por isso, seu nome ficou para sempre como...prefixo do futebol de bairros.” (Mazzoni, 1950).
A várzea se torna fornecedora de craques para os grandes clubes da primeira divisão. Os jogadores eram atraídos por empregos em empresas de algum sócio do clube, onde não precisavam trabalhar tanto, ás vezes nem trabalhar bastava se dedicar mais ao futebol, fazer o clube vencer. A época do futebol para moços de família estava acabando e começava a ter início o falso amadorismo. A cada dia passado o futebol se populariza no Brasil. Grande parte dos amantes do futebol, habitantes das duas maiores cidades Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, já se identificava com um clube de futebol. E queria ver a sua vitória, acompanhando, defendendo-o.
Em São Paulo, capital, surgiu entre os adeptos do clube Paulistano, o primeiro “hino de guerra” de uma clube brasileiro. Foi em uma tarde, num treino desse clube no Velódromo, quando chovia muito, e repentinamente houve uma estiagem. Olavo de Barros e Renato Miranda desceram das arquibancadas em direção ao campo, gritando “allez-goback”, no que foram seguidos por outros rapazes que lá estavam, Mais tarde a turma do Paulistano repetia isso a qualquer pretexto, e o “para frente, avante” se abrasileirou e se tornou o ale-guá-guá-guá-hurrah”, o famoso grito de guerra do Paulistano. Isso também se popularizou entre os clubes e em breve todos tinham o seu hino.
Nesse período, começava a fazer parte do clima futebolístico satirizar o vencido. Estava chegando ao fim o tempo em que vencedores e vencidos comemoravam juntos, exaltando a importância do espírito desportivo, com grande camaradagem e refinamento.Torna-se popular empregar o termo “cabeça inchada” para alguém que está sofrendo pela derrota de seu clube.
Daolio apud DaMatta et al. (1982) justificam a popularização do futebol no Brasil;
“[...] porque ele permite expressar uma série de problemas nacionais, alternando a percepção e elaboração intelectual com emoções e sentimentos concretamente sentidos e vividos” (p.40). Byington (1982) explica que “ [...] um fenômeno só faz vibrar a alma individual e cultural de um povo na medida em que contém os símbolos que expressam e nutrem a vida psíquica deste povo”. Vogel (1982), tentando também responder à questão, levanta a suspeita de que “[...] existe uma relação entre o espetáculo do jogo de futebol e determinados comportamentos rituais da sociedade brasileira” (p.101).
Considerações Finais
Concluo este trabalho com muito carinho, escrevendo com satisfação e adoração plena pela prática do futebol, prática esta, popular no Brasil. Desde 1894, quando Charles Miller chega ao Brasil trazendo em sua bagagem os apetrechos para a introdução do futebol, o futebol se apresenta como um esporte de elite, onde somente os burgueses pudessem o praticá-lo, mas a prática se propagou de tal forma, que todas as classes sociais puderam ter acesso ao esporte. Seu Charles, um rapaz de baixa estatura, muito rico, introduz o futebol inicialmente nos campos de várzea na Cidade de São Paulo, sua terra natal, sua nação, seu povo. Tal ação faz com que, os brasileiros e imigrantes que viveram em vosso país se orgulhasse de ter nascido nesta terra, pois a prática se tornou mundialmente popular após a crescente de clubes a incluírem em suas práticas esportivas com as demais.
Evidentemente, o futebol é um esporte apaixonante, vibrante, empolgante de ser assistido e praticado por todos, pois é uma prática efetuada inicialmente no Brasil como sendo modalidade esportiva, possuindo as regras existentes desde os dias atuais.
A potencialidade que o futebol proporciona às pessoas, és grandiosa, enriquecendo as suas futuras gerações, absorvendo aos brasileiros a acumulação de práticas feitas em qualquer espaço físico, sendo jogado com qualquer material.
O Brasil é o país do futebol, sem ambigüidades, sem dúvida alguma, pois a popularização do futebol se propagou com muita rapidez, beneficiando à todos com uma prática advinda e originada inicialmente na Inglaterra, Europa. E trazida por um brasileiro, que estudou e viveu lá em Southamphton, Inglaterra, desde sua idade primária escolar, aos seus dez anos.
O Futebol é uma arte brasileira, chamada “futebol – arte”, contendo uma habilidade, ginga, que se apresentou e apresenta até os dias atuais nos jogos, devidas e relacionadas á outras práticas como a capoeira e o samba no pé, que a maioria dos brasileiros contém.
Charles William Miller, foi “o pai do futebol no Brasil”, e evidentemente a difusão e popularização do futebol advêm da introdução do futebol no Brasil, feita por Charles Miller.
Encerro minhas palavras, com emoção e satisfação em escrever sobre a História do Futebol; as possíveis influências que tornaram o futebol popular no Brasil.
Dedico este trabalho a toda a nação brasileira e a todos os paises do mundo.
Referências Bibliográficas
DAOLIO, Jocimar. Cultura, Educação Física e Futebol, 2003, Campinas, SP.
DA SILVA, Elisabeth Murilo. As Torcidas organizadas de futebol; Violência e Espetáculo nos Estádios. Dissertação de mestrado apresentada no Departamento de Ciências Sociais (Antropologia), apresentada na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1996.
MAZZONI, Thomaz. História do Futebol no Brasil - 1894 - 1950. São Paulo. Edições Leia, 1950.
SANTOS NETO, J. M. dos. Visão de Jogo, primórdios do futebol no Brasil. São Paulo, Cosac&Naify, 2002.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Ronaldinho, o outro
Da FOLHA DE SÃO PAULO
Por JUCA KFOURI
Enquanto o Fenômeno, por bem ou por mal, está pelas manchetes, o Gaúcho vai desaparecendo lentamente
RONALDINHO GAÚCHO em 2004 e 2005, quando eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa, era, segundo José Miguel Wisnik, uma verdadeira antologia do futebol brasileiro.
“Ela dava o chapéu do Pelé, o toque do Romário, o calcanhar do Sócrates, a folha seca do Didi, as pedaladas do Robinho, o passe em concha do Ademir da Guia, enfim, era uma síntese de uma porção de craques”, afirma o autor do brilhante, invejável e invejado “Remédio Veneno - O Futebol e o Brasil”, livro editado pela Companhia das Letras, sucesso de público e crítica. Exagero do professor, ensaísta, músico e compositor, além de santista moldado pela areia das praias dos que viram Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe?
Não. Em 2004/2005, de fato, Ronaldinho Gaúcho era tudo isso. A ponto de outro mestre, Tostão, admitir a hipótese de vê-lo, na Copa do Mundo que se aproximava, no nível de Pelé, de Mané Garrincha, de Diego Maradona. E talvez ninguém como Tostão para poder dizê-lo, não só porque jogou com Pelé e Mané como porque, ainda por cima, vê futebol e escreve sobre futebol de modo a despertar os mesmos sentimentos que Wisnik causa com seu já clássico “Remédio Veneno”. E, se Tostão ousou na previsão que não se concretizou, porque a bola é impiedosa com quem a trata com soberba ou se imagina mais importante do que ela, diagnosticou, também com a precisão de doutor versado nas coisas da mente, o luto que se abateu sobre Ronaldinho desde a malfadada Copa da Alemanha, quase três anos atrás. Ronaldinho não digeriu até hoje aquela perda e não entendeu por que tudo escapou por seus dedos.
Ele não deve nem mesmo saber quando foi que começou a jogar mais para os cinegrafistas e fotógrafos do que para seu time. Aqueles mesmo olhos incapazes de fitar o interlocutor numa simples conversa, mas que olhavam para um lado enquanto ele metia a bola no outro, perderam a naturalidade. E o que era gracioso, surpreendente e imarcável, passou a ser previsível, forçado e comum. O que foi sem que ninguém explicasse como era, deixou de ser, do mesmo modo, sem que houvesse uma explicação para o vazio.
Vazio que deve inundar a alma do craque -há tão pouco tempo a apenas um degrau da imortalidade, mas hoje, ao cair das alturas, transformado só em mais um, miseravelmente descartável.
Da FOLHA DE SÃO PAULO
Por JUCA KFOURI
Enquanto o Fenômeno, por bem ou por mal, está pelas manchetes, o Gaúcho vai desaparecendo lentamente
RONALDINHO GAÚCHO em 2004 e 2005, quando eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa, era, segundo José Miguel Wisnik, uma verdadeira antologia do futebol brasileiro.
“Ela dava o chapéu do Pelé, o toque do Romário, o calcanhar do Sócrates, a folha seca do Didi, as pedaladas do Robinho, o passe em concha do Ademir da Guia, enfim, era uma síntese de uma porção de craques”, afirma o autor do brilhante, invejável e invejado “Remédio Veneno - O Futebol e o Brasil”, livro editado pela Companhia das Letras, sucesso de público e crítica. Exagero do professor, ensaísta, músico e compositor, além de santista moldado pela areia das praias dos que viram Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe?
Não. Em 2004/2005, de fato, Ronaldinho Gaúcho era tudo isso. A ponto de outro mestre, Tostão, admitir a hipótese de vê-lo, na Copa do Mundo que se aproximava, no nível de Pelé, de Mané Garrincha, de Diego Maradona. E talvez ninguém como Tostão para poder dizê-lo, não só porque jogou com Pelé e Mané como porque, ainda por cima, vê futebol e escreve sobre futebol de modo a despertar os mesmos sentimentos que Wisnik causa com seu já clássico “Remédio Veneno”. E, se Tostão ousou na previsão que não se concretizou, porque a bola é impiedosa com quem a trata com soberba ou se imagina mais importante do que ela, diagnosticou, também com a precisão de doutor versado nas coisas da mente, o luto que se abateu sobre Ronaldinho desde a malfadada Copa da Alemanha, quase três anos atrás. Ronaldinho não digeriu até hoje aquela perda e não entendeu por que tudo escapou por seus dedos.
Ele não deve nem mesmo saber quando foi que começou a jogar mais para os cinegrafistas e fotógrafos do que para seu time. Aqueles mesmo olhos incapazes de fitar o interlocutor numa simples conversa, mas que olhavam para um lado enquanto ele metia a bola no outro, perderam a naturalidade. E o que era gracioso, surpreendente e imarcável, passou a ser previsível, forçado e comum. O que foi sem que ninguém explicasse como era, deixou de ser, do mesmo modo, sem que houvesse uma explicação para o vazio.
Vazio que deve inundar a alma do craque -há tão pouco tempo a apenas um degrau da imortalidade, mas hoje, ao cair das alturas, transformado só em mais um, miseravelmente descartável.
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domingo, 19 de abril de 2009
Jogadores do Atlético prometem correria para superar o Vitória no Carneirão
http://www.atarde.com.br/esporte/noticia.jsf?id=1127256
Danilo Azevedo, do A TARDE
Eduardo Martins | Ag. A Tarde |
Um confronto de velhos conhecidos. De um lado o Atlético, do técnico Ferreira, que nos últimos quatro anos jogou oito vezes contra o Vitória e venceu apenas três dos confrontos. De outro, o rubro-negro, time de melhor campanha na fase classificatória, buscando o tricampeonato estadual, agora sob comando do gaúcho Paulo César Carpegiani, com passagens pelo Flamengo, São Paulo, Corinthians e seleção paraguaia.
Jogo também se ganha no banco. Assim entendem os dois comandantes, que prometem surpresas na tarde deste domingo, 19. Mas não tem muito mistério. O Vitória vai jogar pela primeira vez com três zagueiros porque, segundo Carpegiani, a formação é para explorar o potencial ofensivo de Apodi, que jogará mais solto e com menos obrigação de marcar. Quem retorna à equipe, depois de esquentar o banco contra o Juventude e ter sua entrada em campo pedida pela torcida, é o volante Bida. Com as mudanças, André Luis e Uelliton voltam a figurar entre os reservas.
O Atlético teve a semana toda para treinar e para programar mudanças na equipe. Devido a problemas com suspensões, lesões e impedimentos contratuais de alguns atletas, o técnico Ferreira faz duas alterações no time que começou o jogo do último domingo contra o Vitória. Tobias, zagueiro contratado esta semana, faz a sua estreia, e Garrinchinha deve retornar ao meio-campo, como segundo volante, depois de se recuperar de uma contusão. “Ganhar em casa é de suma importância para jogarmos com vantagem em Salvador. Se não sairmos daqui com um triunfo, será muito difícil chegar à final”, alerta o treinador atleticano.
Retrospecto – Se retrospecto vale alguma coisa, é bom o Vitória ter cuidado, pois Ferreira ainda não perdeu para o rubro-negro jogando no sistema de mata-mata. Em 2006, quando treinava o Colo-Colo, foram quatro partidas, com três vitórias e um empate a favor do técnico da equipe do interior.
Além desse retrospecto positivo, o Carcará conta com o apoio de sua torcida que promete lotar o Estádio Antonio Carneiro e incentivar do início ao fim, devido à empolgação na cidade. Na última sexta, os jogadores receberam a premiação pela classificação à fase semifinal e acertaram com o presidente Albino Leite o “bicho” caso cheguem à decisão.
Apesar de ter a vantagem de jogar por dois resultados iguais, o Vitória deve ir para cima do Atlético, apostando principalmente nos avanços de Apodi e nos lançamentos de Bida. Outro duelo à parte será o dos atacantes Neto Baiano, artilheiro do campeonato com 14 gols, e Robert, destaque atleticano e terceiro maior goleador do certame com 12 gols. Cobiçado por Bahia e Vitória, promete infernizar a vida dos rubro-negros. O jogo de volta da semifinal do Campeonato Baiano será na quarta-feira, às 20h10, no estádio Barradão.
http://www.atarde.com.br/esporte/noticia.jsf?id=1127256
Danilo Azevedo, do A TARDE
Eduardo Martins | Ag. A Tarde |
Um confronto de velhos conhecidos. De um lado o Atlético, do técnico Ferreira, que nos últimos quatro anos jogou oito vezes contra o Vitória e venceu apenas três dos confrontos. De outro, o rubro-negro, time de melhor campanha na fase classificatória, buscando o tricampeonato estadual, agora sob comando do gaúcho Paulo César Carpegiani, com passagens pelo Flamengo, São Paulo, Corinthians e seleção paraguaia.
Jogo também se ganha no banco. Assim entendem os dois comandantes, que prometem surpresas na tarde deste domingo, 19. Mas não tem muito mistério. O Vitória vai jogar pela primeira vez com três zagueiros porque, segundo Carpegiani, a formação é para explorar o potencial ofensivo de Apodi, que jogará mais solto e com menos obrigação de marcar. Quem retorna à equipe, depois de esquentar o banco contra o Juventude e ter sua entrada em campo pedida pela torcida, é o volante Bida. Com as mudanças, André Luis e Uelliton voltam a figurar entre os reservas.
O Atlético teve a semana toda para treinar e para programar mudanças na equipe. Devido a problemas com suspensões, lesões e impedimentos contratuais de alguns atletas, o técnico Ferreira faz duas alterações no time que começou o jogo do último domingo contra o Vitória. Tobias, zagueiro contratado esta semana, faz a sua estreia, e Garrinchinha deve retornar ao meio-campo, como segundo volante, depois de se recuperar de uma contusão. “Ganhar em casa é de suma importância para jogarmos com vantagem em Salvador. Se não sairmos daqui com um triunfo, será muito difícil chegar à final”, alerta o treinador atleticano.
Retrospecto – Se retrospecto vale alguma coisa, é bom o Vitória ter cuidado, pois Ferreira ainda não perdeu para o rubro-negro jogando no sistema de mata-mata. Em 2006, quando treinava o Colo-Colo, foram quatro partidas, com três vitórias e um empate a favor do técnico da equipe do interior.
Além desse retrospecto positivo, o Carcará conta com o apoio de sua torcida que promete lotar o Estádio Antonio Carneiro e incentivar do início ao fim, devido à empolgação na cidade. Na última sexta, os jogadores receberam a premiação pela classificação à fase semifinal e acertaram com o presidente Albino Leite o “bicho” caso cheguem à decisão.
Apesar de ter a vantagem de jogar por dois resultados iguais, o Vitória deve ir para cima do Atlético, apostando principalmente nos avanços de Apodi e nos lançamentos de Bida. Outro duelo à parte será o dos atacantes Neto Baiano, artilheiro do campeonato com 14 gols, e Robert, destaque atleticano e terceiro maior goleador do certame com 12 gols. Cobiçado por Bahia e Vitória, promete infernizar a vida dos rubro-negros. O jogo de volta da semifinal do Campeonato Baiano será na quarta-feira, às 20h10, no estádio Barradão.
sábado, 18 de abril de 2009
Thiago Neves perde a cabeça, e Flu é derrotado pelo Águia no Mangueirão
Meia é expulso após atirar bola em gandula no primeiro tempo. Fred marca no fim e time volta para o Rio com 2 a 1 contra na Copa do Brasil
Leandro Menezes
Direto de Belém
O Fluminense perdeu para o Águia por 2 a 1, mas mesmo assim tem pouco a lamentar. Dadas as circunstâncias do jogo, o time carioca pode até comemorar ter escapado de pagar um verdadeiro mico na Copa do Brasil. Além de uma atuação pífia, o Tricolor sofreu 2 a 0 no primeiro tempo e ainda viu Thiago Neves ser expulso por agredir um gandula com uma bolada.
Porém, Fred marcou no segundo tempo e salvou a equipe das Laranjeiras, que avançará às oitavas-de-final com um simples 1 a 0 no jogo de volta, quarta-feira que vem, no Maracanã. O time paraense, que marcou com Aleílson e Sinésio, precisa apenas do empate. Se perder pelo menos placar (2 a 1), a vaga sairá nos pênaltis. Quem avançar enfrenta o Goiás, que eliminou o Brasiliense.
Primeiro tempo catastrófico para o Flu
Mal havia começado o jogo, e o Águia já estava à frente no placar. Com um minuto, Aleílson fez 1 a 0, após receber entre os zagueiros e tocar bem na saída de Fernando Henrique. Aos dois, Thiago Neves quase empatou em cobrança de falta, que o goleiro Ângelo espalmou para fora. Aos 13, Fred cabeceou rente à trave direita após um escanteio.
A partida era aberta, e aos 18, Aleílson chegou bem próximo de fazer o segundo para os donos da casa. Ele fez bela jogada pela direita, passou por dois adversários e mandou uma bomba. Fernando Henrique salvou o Flu. Aos 21, Conca cruzou na área, Edcarlos desviou de cabeça para outra linda defesa de Ângelo. Pouco depois, aos 25, Aleílson de novo. O atacante entrou de frente para o gol e chutou em cima de FH.
Aos 31, o goleiro do Águia voltou a brilhar. Thiago Neves cobrou falta da esquerda, Luiz Alberto cabeceou, e Ângelo espalmou. Na sobra, a zaga tirou antes que Fred chegasse para chutar. Em seguida, a situação do Flu piorou ainda mais. Aleílson, mais uma vez, recebeu em velocidade e foi derrubado por Fabinho dentro da área. Pênalti, que Sinésio cobrou com categoria, à direita de Fernando Henrique. 2 a 0.
Aos 39, Thiago Neves perdeu a cabeça, atirou a bola com força em cima de um gandula e acabou expulso de campo. Atordoado, o capitão Luiz Alberto reuniu o time no meio-campo antes de dar a saída de bola. Pouco depois, Conca reclamou de dores musculares e foi substituído por Tartá. Fim de primeiro tempo, e muito trabalho para Parreira no vestiário.
Paraenses voltam com o mesmo apetite
No apito inicial do segundo tempo, por incrível que pareça, quem parecia estar perdendo era o Águia, pois o time voltou com muito mais disposição do que o Fluminense, como se tivesse apenas 45 minutos para virar o jogo. Aos oito, Sinésio arriscou de longe e obrigou Fernando Henrique a desviar para escanteio.
Aos 20 minutos, a torcida local, que estava em maioria no Mangueirão, começou a cantar a mesma música entoada pelos rubro-negros na semifinal da Taça Rio, quando o Flamengo venceu o Flu por 1 a 0. "Parreira, Parreira, seu time é de terceira". O detalhe é que o Águia disputou a Série C em 2008.
Sem qualquer inspiração, o Fluminense passou a tentar o gol com bolas cruzadas na área para Fred e Alan. Mas, até os 30 minutos, a zaga paraense ganhou todas as disputas pelo alto. Em contrapartida, os jogadores do Águia do meio para a frente passaram a fazer firulas demais e desperdiçar bons contra-ataques.
Aos 32, o zagueiro Adriano fez falta dura sobre Marquinho e foi expulso após receber o segundo cartão amarelo. Aos 39, Alan arriscou uma bomba de fora da área, mas Ângelo jogou pela linha de fundo. Um minuto depois, o Flu diminuiu com Fred. Escanteio da direita, Luiz Alberto tocou para o atacante, que também de cabeça colocou a bola no fundo das redes. 2 a 1.
E ainda havia tempo para mais. Aos 42, Marquinho cobrou falta no canto esquerdo, mas o goleiro do Águia foi lá e salvou o time da casa. Pouco depois, Edcarlos recebeu dentro da área, mas bateu de bico, por cima do travessão. Fim de jogo, e menos mal para o Flu, que se vencer por 1 a 0 no Rio avança para as oitavas-de-final.
Ficha técnica:
ÁGUIA 2 x 1 FLUMINENSE
AGUIA - Ângelo; Magrão, Darlan e Adriano; Sinésio, Marabá, Analdo, Flamel (Luis Fernando) e Marcondes; Felipe Mamão e Aleílson. Técnico: João Galvão.
FLUMINENSE - Fernando Henrique; Eduardo Ratinho (Maurício), Luiz Alberto, Edcarlos e João Paulo; Fabinho, Marquinho, Thiago Neves e Conca (Tartá); Everton Santos (Alan) e Fred. Técnico: Parreira.
Gols: Aleílson, a um minuto, Sinésio, aos 35 do primeiro tempo; Fred, aos 40 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Darlan, Adriano, Magrão (ÁGUIA); Fabinho, Tartá, Maurício (FLU). Cartão vermelho: Thiago Neves
Estádio: Mangueirão. Data: 04/05/2008. Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF). Auxiliares: José Antônio Neto (DF) e Renato Miguel Vieira (DF).
Meia é expulso após atirar bola em gandula no primeiro tempo. Fred marca no fim e time volta para o Rio com 2 a 1 contra na Copa do Brasil
Leandro Menezes
Direto de Belém
O Fluminense perdeu para o Águia por 2 a 1, mas mesmo assim tem pouco a lamentar. Dadas as circunstâncias do jogo, o time carioca pode até comemorar ter escapado de pagar um verdadeiro mico na Copa do Brasil. Além de uma atuação pífia, o Tricolor sofreu 2 a 0 no primeiro tempo e ainda viu Thiago Neves ser expulso por agredir um gandula com uma bolada.
Porém, Fred marcou no segundo tempo e salvou a equipe das Laranjeiras, que avançará às oitavas-de-final com um simples 1 a 0 no jogo de volta, quarta-feira que vem, no Maracanã. O time paraense, que marcou com Aleílson e Sinésio, precisa apenas do empate. Se perder pelo menos placar (2 a 1), a vaga sairá nos pênaltis. Quem avançar enfrenta o Goiás, que eliminou o Brasiliense.
Primeiro tempo catastrófico para o Flu
Mal havia começado o jogo, e o Águia já estava à frente no placar. Com um minuto, Aleílson fez 1 a 0, após receber entre os zagueiros e tocar bem na saída de Fernando Henrique. Aos dois, Thiago Neves quase empatou em cobrança de falta, que o goleiro Ângelo espalmou para fora. Aos 13, Fred cabeceou rente à trave direita após um escanteio.
A partida era aberta, e aos 18, Aleílson chegou bem próximo de fazer o segundo para os donos da casa. Ele fez bela jogada pela direita, passou por dois adversários e mandou uma bomba. Fernando Henrique salvou o Flu. Aos 21, Conca cruzou na área, Edcarlos desviou de cabeça para outra linda defesa de Ângelo. Pouco depois, aos 25, Aleílson de novo. O atacante entrou de frente para o gol e chutou em cima de FH.
Aos 31, o goleiro do Águia voltou a brilhar. Thiago Neves cobrou falta da esquerda, Luiz Alberto cabeceou, e Ângelo espalmou. Na sobra, a zaga tirou antes que Fred chegasse para chutar. Em seguida, a situação do Flu piorou ainda mais. Aleílson, mais uma vez, recebeu em velocidade e foi derrubado por Fabinho dentro da área. Pênalti, que Sinésio cobrou com categoria, à direita de Fernando Henrique. 2 a 0.
Aos 39, Thiago Neves perdeu a cabeça, atirou a bola com força em cima de um gandula e acabou expulso de campo. Atordoado, o capitão Luiz Alberto reuniu o time no meio-campo antes de dar a saída de bola. Pouco depois, Conca reclamou de dores musculares e foi substituído por Tartá. Fim de primeiro tempo, e muito trabalho para Parreira no vestiário.
Paraenses voltam com o mesmo apetite
No apito inicial do segundo tempo, por incrível que pareça, quem parecia estar perdendo era o Águia, pois o time voltou com muito mais disposição do que o Fluminense, como se tivesse apenas 45 minutos para virar o jogo. Aos oito, Sinésio arriscou de longe e obrigou Fernando Henrique a desviar para escanteio.
Aos 20 minutos, a torcida local, que estava em maioria no Mangueirão, começou a cantar a mesma música entoada pelos rubro-negros na semifinal da Taça Rio, quando o Flamengo venceu o Flu por 1 a 0. "Parreira, Parreira, seu time é de terceira". O detalhe é que o Águia disputou a Série C em 2008.
Sem qualquer inspiração, o Fluminense passou a tentar o gol com bolas cruzadas na área para Fred e Alan. Mas, até os 30 minutos, a zaga paraense ganhou todas as disputas pelo alto. Em contrapartida, os jogadores do Águia do meio para a frente passaram a fazer firulas demais e desperdiçar bons contra-ataques.
Aos 32, o zagueiro Adriano fez falta dura sobre Marquinho e foi expulso após receber o segundo cartão amarelo. Aos 39, Alan arriscou uma bomba de fora da área, mas Ângelo jogou pela linha de fundo. Um minuto depois, o Flu diminuiu com Fred. Escanteio da direita, Luiz Alberto tocou para o atacante, que também de cabeça colocou a bola no fundo das redes. 2 a 1.
E ainda havia tempo para mais. Aos 42, Marquinho cobrou falta no canto esquerdo, mas o goleiro do Águia foi lá e salvou o time da casa. Pouco depois, Edcarlos recebeu dentro da área, mas bateu de bico, por cima do travessão. Fim de jogo, e menos mal para o Flu, que se vencer por 1 a 0 no Rio avança para as oitavas-de-final.
Ficha técnica:
ÁGUIA 2 x 1 FLUMINENSE
AGUIA - Ângelo; Magrão, Darlan e Adriano; Sinésio, Marabá, Analdo, Flamel (Luis Fernando) e Marcondes; Felipe Mamão e Aleílson. Técnico: João Galvão.
FLUMINENSE - Fernando Henrique; Eduardo Ratinho (Maurício), Luiz Alberto, Edcarlos e João Paulo; Fabinho, Marquinho, Thiago Neves e Conca (Tartá); Everton Santos (Alan) e Fred. Técnico: Parreira.
Gols: Aleílson, a um minuto, Sinésio, aos 35 do primeiro tempo; Fred, aos 40 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Darlan, Adriano, Magrão (ÁGUIA); Fabinho, Tartá, Maurício (FLU). Cartão vermelho: Thiago Neves
Estádio: Mangueirão. Data: 04/05/2008. Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF). Auxiliares: José Antônio Neto (DF) e Renato Miguel Vieira (DF).
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Técnico do Águia Marabá promete atacar o Fluminense no jogo de volta, no Maraca
Após vitória por 2 a 1 em Belém, João Galvão diz que seu time não sabe jogar retrancado: ‘Posso perder por ser ousado, mas nunca por ser covarde’
Leandro Menezes
Direto de Belém
João Galvão promete atacar o Flu no Rio A vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, na noite desta quinta-feira, no Mangueirão, pela segunda fase da Copa do Brasil, ficará marcada para sempre na história do Águia Marabá. O resultado garantiu a disputa da partida de volta, na próxima quarta-feira, no Maracanã, e um empate classifica o time paraense para as oitavas-de-final, onde enfrentará o Goiás.
O técnico do Águia, João Galvão, terá uma semana para trabalhar a cabeça de seus jogadores para mais um jogo com cara de final de Copa do Mundo. Ele promete não jogar recuado no Maracanã.
- Vamos jogar no Rio de Janeiro da mesma maneira que atuamos aqui no Mangueirão. Posso perder por ser ousado, mas nunca por ser covarde. Vamos tentar buscar a vaga contra o Fluminense. Se não der, vamos cair de cabeça erguida. O Águia não sabe jogar recuado. Nossa principal característica é ser ofensivo – explicou o treinador.
Ainda de acordo com o comandante João Galvão, o seu time será como operários no Maracanã.
- Respeito muito o Fluminense, mas vamos tentar surpreender a todos no Rio de Janeiro. O Águia será um time de operários e não de covardes. Vamos em busca do resultado que nos classifique para as oitavas-de-final. Sabemos que é difícil, mas nada é impossível – disse. (assista aos gols de Águia 2 x 1 Fluminense)
Incentivo da torcida antes do jogo
Antes da partida contra o Fluminense, torcedores do Águia procuraram João Galvão para falar que já tinham comprado a passagem para assistir ao jogo de volta no Rio de Janeiro. O treinador levou essas pessoas no vestiário para motivar ainda mais os seus jogadores.
- Fiz questão de levar esses torcedores no vestiário, com as passagens nas mãos, para mostrar aos jogadores que eles não estavam sozinhos. O time tem a confiança da torcida e isso será uma arma a mais para a partida de volta – afirmou João Galvão.
Após vitória por 2 a 1 em Belém, João Galvão diz que seu time não sabe jogar retrancado: ‘Posso perder por ser ousado, mas nunca por ser covarde’
Leandro Menezes
Direto de Belém
João Galvão promete atacar o Flu no Rio A vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, na noite desta quinta-feira, no Mangueirão, pela segunda fase da Copa do Brasil, ficará marcada para sempre na história do Águia Marabá. O resultado garantiu a disputa da partida de volta, na próxima quarta-feira, no Maracanã, e um empate classifica o time paraense para as oitavas-de-final, onde enfrentará o Goiás.
O técnico do Águia, João Galvão, terá uma semana para trabalhar a cabeça de seus jogadores para mais um jogo com cara de final de Copa do Mundo. Ele promete não jogar recuado no Maracanã.
- Vamos jogar no Rio de Janeiro da mesma maneira que atuamos aqui no Mangueirão. Posso perder por ser ousado, mas nunca por ser covarde. Vamos tentar buscar a vaga contra o Fluminense. Se não der, vamos cair de cabeça erguida. O Águia não sabe jogar recuado. Nossa principal característica é ser ofensivo – explicou o treinador.
Ainda de acordo com o comandante João Galvão, o seu time será como operários no Maracanã.
- Respeito muito o Fluminense, mas vamos tentar surpreender a todos no Rio de Janeiro. O Águia será um time de operários e não de covardes. Vamos em busca do resultado que nos classifique para as oitavas-de-final. Sabemos que é difícil, mas nada é impossível – disse. (assista aos gols de Águia 2 x 1 Fluminense)
Incentivo da torcida antes do jogo
Antes da partida contra o Fluminense, torcedores do Águia procuraram João Galvão para falar que já tinham comprado a passagem para assistir ao jogo de volta no Rio de Janeiro. O treinador levou essas pessoas no vestiário para motivar ainda mais os seus jogadores.
- Fiz questão de levar esses torcedores no vestiário, com as passagens nas mãos, para mostrar aos jogadores que eles não estavam sozinhos. O time tem a confiança da torcida e isso será uma arma a mais para a partida de volta – afirmou João Galvão.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Finais do Baiano
por Mauro Beting
ESCREVE LEANDRO SILVA
http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/category/estaduais/
As finais do Baiano
Terminada a interminável primeira fase do Campeonato Baiano, enfim começarão as finais, no próximo final de semana. Com dois confrontos que prometem muito - entre Vitória e Atlético de Alagoinhas e Bahia e Fluminense de Feira. No entanto, os embates já desenham, mais uma vez, que a decisão pode se dar nos Ba-Vis. O que pode voltar a acontecer depois de quatro anos, já que nos últimos dois a fórmula de disputa previa um quadrangular decisivo, sem final. E, em 2006 o Colo-Colo foi campeão, derrotando o Vitória. Coincidentemente, em 2005, os confrontos que valem hoje pelas semifinais foram válidos pelas quartas, e os clubes da capital levaram a melhor.
O Bahia não deverá ter facilidade alguma nos embates contra o Touro do Sertão. Na primeira fase, conseguiu um importante triunfo, por 1 a 0, em Feira e apenas empatou, em 0 a 0, em Salvador. Para ilustrar a força do Flu, foi o único adversário que conseguiu vencer o líder Vitória duas vezes na competição. Para piorar, o primeiro confronto acontece no Jóia da Princesa, lar do Bahia na Série B do ano passado e onde o Esquadrão definitivamente não se sente em casa. Menos mal que o desempenho do tricolor de Feira esse ano não está tão bom em seus próprios domínios. Em 10 jogos como mandante no Alberto Oliveira, foram cinco vitórias, dois empates e três derrotas.
Já o Bahia é visto com desconfiança por causa da queda de rendimento no segundo turno depois de encantar a torcida no primeiro. O tricolor perdeu muitos pontos (9) por atuar em três partidas com o time reserva. Com esses 9 pontos, o Esquadrão poderia ter sido o primeiro colocado, com 55 pontos. O time principal perdeu apenas uma vez em 2009, contra o Feirense, no mesmo Jóia da Princesa que sediará a primeira partida das semifinais. Outro ponto preocupante é que a defesa não é mais a mesma desde a lesão de Alison. O ex-palmeirense Nen segue sendo um dos principais jogadores do elenco, atuando em altíssimo nível, mas Evaldo alterna grandes atuações, como contra o Coritiba pela Copa do Brasil, com outras muito ruins. A queda de produção do goleiro Marcelo e do meio-campista Léo Medeiros, depois de lesões também diminuem a confiança da torcida. O confronto marca o encontro entre os dois únicos treinadores que estão nas mesma equipes desde o início da competição: Alexandre Gallo e Nazareno Silva.
Do outro lado, a estabilidade no comando técnico não chega nem perto. O técnico Ferreira assumiu o Atlético na rodada final da primeira fase, depois da saída do ex-zagueiro Moisés Alves. E Paulo César Carpergiani estrearáno Baiano apenas nas semifinais, sendo o quarto treinador do ano. Primeiro, estiveram Vagner Mancini, Mauro Fernandes e Ricardo Silva. Mesmo sem ainda encantar a torcida, principalmente por causa do desempenho nos Ba-Vis, já que perdeu um em casa e empatou o outro atuando com um jogador a mais desde o primeiro tempo, o Leão usou or egulamento e conquistou a primeira colocação, terminando com 50 pontos. Mesmo tendo vencido apenas um confronto contra os três outros classificados para as finais - o Atlético. Empatou um Ba-Vi e perdeu os outros quatro confrontos.
O Atlético levou duas goleadas dos grandes no primeiro turno, mas no segundo, empatou com o Bahia e derrotou o Vitória. Dando claras mostras da evolução. Na partida contra o Bahia, Gallo chegou a dizer que o Carcará foi a equipe que mais deu trabalho ao tricolor. O atacante Robert, revelado pelo São Paulo, é o grande destaque do time.
CAIU
A briga contra o rebaixamento esse ano foi muito grande. No final, quem se deu mal foi o Poções, que jogou a competição fora de casa, em Jequié, e não teve forças para chegar à frente dos oponentes. No ano passado, a equipe que já decidiu um turno do Campeonato em 1994, com o Bahia, já correu risco de cair, mas conseguiu uma reação e empurrou o Juazeiro para a segundona. Dessa vez, não deu. Mesmo com as punições a Feirense e Madre de Deus por utilizarem jogadores irregulares e perderem 6 pontos. Essas duas equipes, além do Camaçari, do Colo-Colo e do Ipitanga precisam aprender com os erros desse ano para não correrem os mesmos riscos no próximo.
ESCREVEU LEANDRO SILVA
por Mauro Beting
ESCREVE LEANDRO SILVA
http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/category/estaduais/
As finais do Baiano
Terminada a interminável primeira fase do Campeonato Baiano, enfim começarão as finais, no próximo final de semana. Com dois confrontos que prometem muito - entre Vitória e Atlético de Alagoinhas e Bahia e Fluminense de Feira. No entanto, os embates já desenham, mais uma vez, que a decisão pode se dar nos Ba-Vis. O que pode voltar a acontecer depois de quatro anos, já que nos últimos dois a fórmula de disputa previa um quadrangular decisivo, sem final. E, em 2006 o Colo-Colo foi campeão, derrotando o Vitória. Coincidentemente, em 2005, os confrontos que valem hoje pelas semifinais foram válidos pelas quartas, e os clubes da capital levaram a melhor.
O Bahia não deverá ter facilidade alguma nos embates contra o Touro do Sertão. Na primeira fase, conseguiu um importante triunfo, por 1 a 0, em Feira e apenas empatou, em 0 a 0, em Salvador. Para ilustrar a força do Flu, foi o único adversário que conseguiu vencer o líder Vitória duas vezes na competição. Para piorar, o primeiro confronto acontece no Jóia da Princesa, lar do Bahia na Série B do ano passado e onde o Esquadrão definitivamente não se sente em casa. Menos mal que o desempenho do tricolor de Feira esse ano não está tão bom em seus próprios domínios. Em 10 jogos como mandante no Alberto Oliveira, foram cinco vitórias, dois empates e três derrotas.
Já o Bahia é visto com desconfiança por causa da queda de rendimento no segundo turno depois de encantar a torcida no primeiro. O tricolor perdeu muitos pontos (9) por atuar em três partidas com o time reserva. Com esses 9 pontos, o Esquadrão poderia ter sido o primeiro colocado, com 55 pontos. O time principal perdeu apenas uma vez em 2009, contra o Feirense, no mesmo Jóia da Princesa que sediará a primeira partida das semifinais. Outro ponto preocupante é que a defesa não é mais a mesma desde a lesão de Alison. O ex-palmeirense Nen segue sendo um dos principais jogadores do elenco, atuando em altíssimo nível, mas Evaldo alterna grandes atuações, como contra o Coritiba pela Copa do Brasil, com outras muito ruins. A queda de produção do goleiro Marcelo e do meio-campista Léo Medeiros, depois de lesões também diminuem a confiança da torcida. O confronto marca o encontro entre os dois únicos treinadores que estão nas mesma equipes desde o início da competição: Alexandre Gallo e Nazareno Silva.
Do outro lado, a estabilidade no comando técnico não chega nem perto. O técnico Ferreira assumiu o Atlético na rodada final da primeira fase, depois da saída do ex-zagueiro Moisés Alves. E Paulo César Carpergiani estrearáno Baiano apenas nas semifinais, sendo o quarto treinador do ano. Primeiro, estiveram Vagner Mancini, Mauro Fernandes e Ricardo Silva. Mesmo sem ainda encantar a torcida, principalmente por causa do desempenho nos Ba-Vis, já que perdeu um em casa e empatou o outro atuando com um jogador a mais desde o primeiro tempo, o Leão usou or egulamento e conquistou a primeira colocação, terminando com 50 pontos. Mesmo tendo vencido apenas um confronto contra os três outros classificados para as finais - o Atlético. Empatou um Ba-Vi e perdeu os outros quatro confrontos.
O Atlético levou duas goleadas dos grandes no primeiro turno, mas no segundo, empatou com o Bahia e derrotou o Vitória. Dando claras mostras da evolução. Na partida contra o Bahia, Gallo chegou a dizer que o Carcará foi a equipe que mais deu trabalho ao tricolor. O atacante Robert, revelado pelo São Paulo, é o grande destaque do time.
CAIU
A briga contra o rebaixamento esse ano foi muito grande. No final, quem se deu mal foi o Poções, que jogou a competição fora de casa, em Jequié, e não teve forças para chegar à frente dos oponentes. No ano passado, a equipe que já decidiu um turno do Campeonato em 1994, com o Bahia, já correu risco de cair, mas conseguiu uma reação e empurrou o Juazeiro para a segundona. Dessa vez, não deu. Mesmo com as punições a Feirense e Madre de Deus por utilizarem jogadores irregulares e perderem 6 pontos. Essas duas equipes, além do Camaçari, do Colo-Colo e do Ipitanga precisam aprender com os erros desse ano para não correrem os mesmos riscos no próximo.
ESCREVEU LEANDRO SILVA
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Artilheiro do Águia Marabá se espelha no futebol do atacante Fred
Felipe Mamão tem nove gols em 13 jogos e afirma: ‘Nem tento me comparar a ele. O cara joga muito’
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Fluminense/0,,MUL1085315-9866,00-ARTILHEIRO+DO+AGUIA+MARABA+SE+ESPELHA+NO+FUTEBOL+DO+ATACANTE+FRED.html
Leandro Menezes
Direto de Belém-PA
Felipe Mamão se inspira em Fred Se o Fluminense conta com os gols do atacante Fred para conseguir a classificação direta para as oitavas-de-final da Copa do Brasil, o Águia Marabá-PA tem nos pés do seu artilheiro, Felipe Mamão, a esperança de disputar a partida de volta no Maracanã, no Rio de Janeiro. As duas equipes se enfrentam nesta quinta-feira, às 21h50, no Mangueirão, e o confronto promete ser de muitos gols.
Com nove gols em 13 partidas disputadas nesta temporada, Felipe Mamão tem a excelente média de 0,69 gols por jogo em 2009 e espera aumentá-la para ajudar a sua equipe contra o Fluminense. Quando o nome de Fred é colocado na conversa, ele abre um sorriso e procura manter os pés no chão.
- É uma sensação especial e muito boa poder enfrentar um time como Fluminense, que tem jogadores consagrados como Conca, Thiago Neves e Fred, além de Parreira no banco de reservas. Fred é um atacante diferenciado, com nível de seleção brasileira. Nem tento me comparar a ele. O cara joga muito. Mas procuro me espelhar e, quem sabe, fazer um gol na quinta-feira – afirmou Felipe Mamão.
O atacante do Águia Marabá sabe que o time terá uma partida muito difícil pela frente, mas revela que ninguém vai se entregar antes de lutar dentro de campo.
- Nós sabemos que somos os azarões nesta partida. Já foi muito difícil eliminar o América-MG e agora vamos para cima do Fluminense. Sabemos do que somos capazes e queremos a partida de volta, no Rio de Janeiro – disse Felipe.
Felipe Mamão tem nove gols em 13 jogos e afirma: ‘Nem tento me comparar a ele. O cara joga muito’
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Fluminense/0,,MUL1085315-9866,00-ARTILHEIRO+DO+AGUIA+MARABA+SE+ESPELHA+NO+FUTEBOL+DO+ATACANTE+FRED.html
Leandro Menezes
Direto de Belém-PA
Felipe Mamão se inspira em Fred Se o Fluminense conta com os gols do atacante Fred para conseguir a classificação direta para as oitavas-de-final da Copa do Brasil, o Águia Marabá-PA tem nos pés do seu artilheiro, Felipe Mamão, a esperança de disputar a partida de volta no Maracanã, no Rio de Janeiro. As duas equipes se enfrentam nesta quinta-feira, às 21h50, no Mangueirão, e o confronto promete ser de muitos gols.
Com nove gols em 13 partidas disputadas nesta temporada, Felipe Mamão tem a excelente média de 0,69 gols por jogo em 2009 e espera aumentá-la para ajudar a sua equipe contra o Fluminense. Quando o nome de Fred é colocado na conversa, ele abre um sorriso e procura manter os pés no chão.
- É uma sensação especial e muito boa poder enfrentar um time como Fluminense, que tem jogadores consagrados como Conca, Thiago Neves e Fred, além de Parreira no banco de reservas. Fred é um atacante diferenciado, com nível de seleção brasileira. Nem tento me comparar a ele. O cara joga muito. Mas procuro me espelhar e, quem sabe, fazer um gol na quinta-feira – afirmou Felipe Mamão.
O atacante do Águia Marabá sabe que o time terá uma partida muito difícil pela frente, mas revela que ninguém vai se entregar antes de lutar dentro de campo.
- Nós sabemos que somos os azarões nesta partida. Já foi muito difícil eliminar o América-MG e agora vamos para cima do Fluminense. Sabemos do que somos capazes e queremos a partida de volta, no Rio de Janeiro – disse Felipe.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Livro elege os 11 maiores técnicos do futebol brasileiro
http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/04/16/livro+elege+os+11+maiores+tecnicos+do+futebol+brasileiro+5565952.html
Mauricio Noriega realizou uma pesquisa importante, que agrega informações dispersas, revela algumas novidades e abre um novo capítulo na literatura sobre futebol no Brasil
Mauricio Stycer, repórter especial do iG
SÃO PAULO - Tarefa ambiciosa, a escolha dos maiores técnicos do futebol brasileiro resultou num livro polêmico, mas saboroso, no qual o experiente jornalista Mauricio Noriega descreve a trajetória dos seus onze eleitos, conta histórias curiosas e entrevista outras onze figuras do esporte para ajudar a traçar o perfil de cada um.
Na apresentação a “Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro” (Contexto, 256 págs., R$ 35), Noriega fala brevemente sobre os critérios que utilizou para montar a sua seleção: “Número de conquistas, o impacto no futebol de sua época, as inovações criadas”. São pistas que ajudam a entender porque alguns nomes entraram, mas insuficientes para esclarecer algumas ausências.
Em seu blog, o comentarista do canal SporTV acrescenta ainda que tomou o ano de 1958 como ponto de partida para analisar o papel dos técnicos no futebol do país. “Porque entendo que ali nasceu o futebol brasileiro moderno e maior de idade. Por causa da conquista da Copa do Mundo de 1958 e do início dos campeonatos nacionais, com a Taça Brasil de 1959.”
Os onze de Noriega são: Oswaldo Brandão, Bela Gutman, Vicente Feola, Lula, Zagallo, Minelli, Ênio Andrade, Telê Santana, Luxemburgo, Felipão e Muricy.
A seleção do jornalista tem início, assim, com Brandão, cujo talento já aparece em 1951, à frente da Portuguesa, mas não o livra, num momento de revés na carreira, na mesma década, de voltar a ganhar a vida como gerente de um cinema no centro de São Paulo.
O segundo eleito é Bela Gutman, nascido na Hungria, que apareceu por aqui em 1957, dirigindo um time de craques húngaros exilados. Contratado pelo São Paulo, Gutman é apontado como nome fundamental na modernização tática do futebol brasileiro, ao cobrar dos jogadores mais objetividade e menos firula. Não foi o introdutor, mas consagrou o sistema 4-2-4 no país.
Sobre Vicente Feola, o treinador da seleção na Copa de 58 – para muitos, o mais inovador time já montado no Brasil – Noriega enfrenta, mas não consegue esclarecer definitivamente as duas questões picantes que o envolvem, a saber: se é verdade, ou não, que cochilava no banco de reservas durante os jogos e qual foi, de fato, a interferência dos jogadores (Nilton Santos e Didi à frente) na escalação de Pelé e Garrincha na Suécia.
O perfil mais interessante do livro, na minha visão, é o do simplório Lula, técnico do Santos por 12 anos (1952-1966), vencedor de 38 títulos, e até hoje visto como uma figura menor num “time que jogava sozinho”. Noriega argumenta que Lula é vítima da maior injustiça do futebol brasileiro. “Pela facilidade no trato e pela simplicidade das idéias, talvez tenha sido sempre tratado como coadjuvante por alguns repórteres, que terminaram por perpetuar a idéia que ele era apenas uma figura decorativa naquele mar de craques”, escreve. “Lula foi o grande técnico do Santos, talvez o grande técnico do Brasil”, acrescente o ex-jogador Zito.
Em defesa de sua seleção, Noriega diz que teve dúvida apenas em relação a dois técnicos: Aymoré Moreira, técnico da seleção de 1962, e João Saldanha, técnico da seleção entre 1969 e 70. Sobre o primeiro, reconhece que “talvez tenha sido um erro deixá-lo de fora, mas a escolha era muito difícil.”
Sobre o segundo, Noriega concluiu que o papel de Saldanha como jornalista se sobrepõe ao de treinador. Discordo. Acho que Saldanha só faz sentido se analisado em conjunto – como militante comunista, treinador de futebol, comentarista esportivo e defensor das causas impossíveis.
Noriega sabe que o seu trabalho é uma espécie de pontapé inicial – e este é o seu maior mérito. “Outras listas de 11, 20 nomes surgirão”, ele escreve. “Espero que esta faça justiça ao trabalho e à memória dos aqui perfilados”, escreve.
Generoso e carinhoso com todos os técnicos escolhidos, o que pode causar um certo espanto em alguns casos, Noriega realizou uma pesquisa importante, que agrega informações dispersas, revela algumas novidades e abre um novo capítulo na literatura sobre futebol no Brasil. Que venham, como o próprio autor sugere, outras seleções de maiores técnicos do futebol brasileiro.
http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/04/16/livro+elege+os+11+maiores+tecnicos+do+futebol+brasileiro+5565952.html
Mauricio Noriega realizou uma pesquisa importante, que agrega informações dispersas, revela algumas novidades e abre um novo capítulo na literatura sobre futebol no Brasil
Mauricio Stycer, repórter especial do iG
SÃO PAULO - Tarefa ambiciosa, a escolha dos maiores técnicos do futebol brasileiro resultou num livro polêmico, mas saboroso, no qual o experiente jornalista Mauricio Noriega descreve a trajetória dos seus onze eleitos, conta histórias curiosas e entrevista outras onze figuras do esporte para ajudar a traçar o perfil de cada um.
Na apresentação a “Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro” (Contexto, 256 págs., R$ 35), Noriega fala brevemente sobre os critérios que utilizou para montar a sua seleção: “Número de conquistas, o impacto no futebol de sua época, as inovações criadas”. São pistas que ajudam a entender porque alguns nomes entraram, mas insuficientes para esclarecer algumas ausências.
Em seu blog, o comentarista do canal SporTV acrescenta ainda que tomou o ano de 1958 como ponto de partida para analisar o papel dos técnicos no futebol do país. “Porque entendo que ali nasceu o futebol brasileiro moderno e maior de idade. Por causa da conquista da Copa do Mundo de 1958 e do início dos campeonatos nacionais, com a Taça Brasil de 1959.”
Os onze de Noriega são: Oswaldo Brandão, Bela Gutman, Vicente Feola, Lula, Zagallo, Minelli, Ênio Andrade, Telê Santana, Luxemburgo, Felipão e Muricy.
A seleção do jornalista tem início, assim, com Brandão, cujo talento já aparece em 1951, à frente da Portuguesa, mas não o livra, num momento de revés na carreira, na mesma década, de voltar a ganhar a vida como gerente de um cinema no centro de São Paulo.
O segundo eleito é Bela Gutman, nascido na Hungria, que apareceu por aqui em 1957, dirigindo um time de craques húngaros exilados. Contratado pelo São Paulo, Gutman é apontado como nome fundamental na modernização tática do futebol brasileiro, ao cobrar dos jogadores mais objetividade e menos firula. Não foi o introdutor, mas consagrou o sistema 4-2-4 no país.
Sobre Vicente Feola, o treinador da seleção na Copa de 58 – para muitos, o mais inovador time já montado no Brasil – Noriega enfrenta, mas não consegue esclarecer definitivamente as duas questões picantes que o envolvem, a saber: se é verdade, ou não, que cochilava no banco de reservas durante os jogos e qual foi, de fato, a interferência dos jogadores (Nilton Santos e Didi à frente) na escalação de Pelé e Garrincha na Suécia.
O perfil mais interessante do livro, na minha visão, é o do simplório Lula, técnico do Santos por 12 anos (1952-1966), vencedor de 38 títulos, e até hoje visto como uma figura menor num “time que jogava sozinho”. Noriega argumenta que Lula é vítima da maior injustiça do futebol brasileiro. “Pela facilidade no trato e pela simplicidade das idéias, talvez tenha sido sempre tratado como coadjuvante por alguns repórteres, que terminaram por perpetuar a idéia que ele era apenas uma figura decorativa naquele mar de craques”, escreve. “Lula foi o grande técnico do Santos, talvez o grande técnico do Brasil”, acrescente o ex-jogador Zito.
Em defesa de sua seleção, Noriega diz que teve dúvida apenas em relação a dois técnicos: Aymoré Moreira, técnico da seleção de 1962, e João Saldanha, técnico da seleção entre 1969 e 70. Sobre o primeiro, reconhece que “talvez tenha sido um erro deixá-lo de fora, mas a escolha era muito difícil.”
Sobre o segundo, Noriega concluiu que o papel de Saldanha como jornalista se sobrepõe ao de treinador. Discordo. Acho que Saldanha só faz sentido se analisado em conjunto – como militante comunista, treinador de futebol, comentarista esportivo e defensor das causas impossíveis.
Noriega sabe que o seu trabalho é uma espécie de pontapé inicial – e este é o seu maior mérito. “Outras listas de 11, 20 nomes surgirão”, ele escreve. “Espero que esta faça justiça ao trabalho e à memória dos aqui perfilados”, escreve.
Generoso e carinhoso com todos os técnicos escolhidos, o que pode causar um certo espanto em alguns casos, Noriega realizou uma pesquisa importante, que agrega informações dispersas, revela algumas novidades e abre um novo capítulo na literatura sobre futebol no Brasil. Que venham, como o próprio autor sugere, outras seleções de maiores técnicos do futebol brasileiro.
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
Livro: OS 11 MAIORES TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILEIRO
Autor: Maurício Noriega
Editora: Contexto
Atacante bom é aquele que faz gol. Goleiro bom é aquele que evita gol.
E técnico bom, quem é? O grande estrategista, que domina as teorias? O paizão, que trata os jogadores como crianças crescidas e carentes, necessitadas de compreensão e apoio? Nesta noite, Maurício Noriega estará na Livraria Cultura para uma sessão de autógrafos do livro ‘Os 11 maiores técnicos do futebol brasileiro’, que mostra que, numa época em que o técnico transformou-se em ‘professor’, é evidente a importância dada a este profissional do futebol pela mídia especializada e pelos torcedores. A obra resgata algumas histórias que mostram claramente como foi ganhando importância no Brasil, simultaneamente ao êxodo dos grandes craques. As personalidades são elencadas de acordo com o número de conquistas, o impacto no futebol de sua época e as inovações criadas, incluindo um perfil de cada um e apresentando, de maneira fiel, um pouco de suas vidas, seu trabalho, suas realizações.
Autor: Maurício Noriega
Editora: Contexto
Atacante bom é aquele que faz gol. Goleiro bom é aquele que evita gol.
E técnico bom, quem é? O grande estrategista, que domina as teorias? O paizão, que trata os jogadores como crianças crescidas e carentes, necessitadas de compreensão e apoio? Nesta noite, Maurício Noriega estará na Livraria Cultura para uma sessão de autógrafos do livro ‘Os 11 maiores técnicos do futebol brasileiro’, que mostra que, numa época em que o técnico transformou-se em ‘professor’, é evidente a importância dada a este profissional do futebol pela mídia especializada e pelos torcedores. A obra resgata algumas histórias que mostram claramente como foi ganhando importância no Brasil, simultaneamente ao êxodo dos grandes craques. As personalidades são elencadas de acordo com o número de conquistas, o impacto no futebol de sua época e as inovações criadas, incluindo um perfil de cada um e apresentando, de maneira fiel, um pouco de suas vidas, seu trabalho, suas realizações.
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domingo, 12 de abril de 2009
Com reservas, Vitória é derrotado pelo Atlético
Carcará se classifica para as semifinais e encara a própria equipe rubro-negra
LANCEPRESS!
http://msn.lancenet.com.br/vitoria/noticias/09-04-12/526672.stm?futebol-brasileiro-com-reservas-vitoria-e-derrotado-pelo-atletico
Já classificado e com a liderança da primeira fase do Campeonato Baiano garantida, o Vitória se deu ao luxo de escalar um time reserva e ser derrotado pelo Atlético-BA por 3 a 2, no Estádio Antônio Carneiro, em Alagoinhas.
Com o resultado, o time da casa se classificou para as semifinais da competição e enfrenta a própria equipe rubro-negra, que tem a vantagem de jogar por dois empates e decidir a vaga no Barradão.
Recém-contratado, o técnico Paulo César Carpegiani esteve presente em Alagoinhas e viu sua equipe, comandada pelo interino Ricardo Silva, sair do primeiro tempo derrotada por 2 a 0.
Após contra-ataque, Robert abriu o placar para o Atlético logo aos dez minutos. O Vitória tentou reagir e até conseguiu equilibrar a partida. Mas aos 26, Gil aproveitou cruzamento e ampliou a vantagem dos anfitriões.
No segundo tempo, o Vitória voltou melhor, encurralou o Atlético em seu campo de defesa e em menos de cinco minutos de bola rolando empatou a partida. Wallace invadiu a área e rolou para André Luis descontar. No minuto seguinte, Washington, de voleio estufou a rede adversária para empatar.
Mas o Atlético não se entregou e voltou a sair para o jogo e infernizar a vida da equipe rubro-negra. Então, aos 16, Robert recebeu passe de Thiago Ney e colocou os donos da casa novamente em vantagem.
Com a vitória parcial, o Atlético passou a privilegiar a defesa, fazendo o tempo passar tocando a bola e esperando o apito final para festejar a classificação para as semifinais.
Carcará se classifica para as semifinais e encara a própria equipe rubro-negra
LANCEPRESS!
http://msn.lancenet.com.br/vitoria/noticias/09-04-12/526672.stm?futebol-brasileiro-com-reservas-vitoria-e-derrotado-pelo-atletico
Já classificado e com a liderança da primeira fase do Campeonato Baiano garantida, o Vitória se deu ao luxo de escalar um time reserva e ser derrotado pelo Atlético-BA por 3 a 2, no Estádio Antônio Carneiro, em Alagoinhas.
Com o resultado, o time da casa se classificou para as semifinais da competição e enfrenta a própria equipe rubro-negra, que tem a vantagem de jogar por dois empates e decidir a vaga no Barradão.
Recém-contratado, o técnico Paulo César Carpegiani esteve presente em Alagoinhas e viu sua equipe, comandada pelo interino Ricardo Silva, sair do primeiro tempo derrotada por 2 a 0.
Após contra-ataque, Robert abriu o placar para o Atlético logo aos dez minutos. O Vitória tentou reagir e até conseguiu equilibrar a partida. Mas aos 26, Gil aproveitou cruzamento e ampliou a vantagem dos anfitriões.
No segundo tempo, o Vitória voltou melhor, encurralou o Atlético em seu campo de defesa e em menos de cinco minutos de bola rolando empatou a partida. Wallace invadiu a área e rolou para André Luis descontar. No minuto seguinte, Washington, de voleio estufou a rede adversária para empatar.
Mas o Atlético não se entregou e voltou a sair para o jogo e infernizar a vida da equipe rubro-negra. Então, aos 16, Robert recebeu passe de Thiago Ney e colocou os donos da casa novamente em vantagem.
Com a vitória parcial, o Atlético passou a privilegiar a defesa, fazendo o tempo passar tocando a bola e esperando o apito final para festejar a classificação para as semifinais.
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