quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Verde x Vermelho

Em Rio Preto, temos o time cor verde e o time cor vermelha.

O engraçado é que, quando você entra na cidade, perto de um estádio, é tudo verde. Do outro lado da cidade, perto do outro estádio, tudo vemelho.

No segundo turno da eleição, tudo se parece. De um lado, vermelho; do outro, verde.

Só que o verde, lembra a cor verde do dinheiro. Do lado vermelho, tudo também se mantém no vermelho, inclusive nos bolsos vazios.

O verde já começou a planejar 2009; no vermelho, o presidente é candidato a vice e tudo fica para depois das eleições vermelhas, já que estão em primeiro lugar.

No verde, tem até treinador que só pensa no verde que precisa amadurecer; no vermelho, só um faz tudo vermelho de vergonha: o Lima Verde do Vermelho.

Obs.: Marcos Lima Verde é o atual supervisor do clube CRB de Alagoas e é o faz tudo do clube.

Borny Cristiano So, advogado em Rio Preto, com uma meia verde e a outra vermelha

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Um Sol para cada habitante, Ribeirão continua a mesma

Hoje, fez mais de 40º C na região de Ribeirão Preto. Que loucura!

A vida por aqui continua a mesma. Clube da capital vem jogar em Ribeirão com medo do conhecido, o calor; e do desconhecido, o próprio time da cidade.

Falando em time da cidade, o Comercial, que joga hoje contra o time da capital, parece que começará a reconstruir sua história. Juninho Fonseca, ex jogador da Seleção, trouxe responsabilidade e seriedade ao clube, além dos demais colaboradores que o lideram. Mas ainda falta dinheiro para o ar condicionado da sala do presidente.

Passados 22 km para lá, em Sertãozinho, a história se repete, o pessoal do clube se enrola - mas não se desenrola - namora e desnamora, sente ciúmes, mas vivem no mesmo teto. Na sala do supermercado, tem um super ar condicionado; na sala da juventude, sofremos com o calor.

Como sempre o pessoal da juventude faz diferença e mostra uma nova cara no futebol, trabalhando com os adolescentes do pequeno Sertão, querendo mudar a faceta do futebol. Mesmo sem ar condicionado.

Mas enfim, o que nos resta agora é ar condicionado que não funciona direito no quarto do hotel.

Que loucura! Hoje, fez mais de 40º C na região de Ribeirão Preto.

Agora, o calor matará quem? O Comercial, o Juventus ou o pessoal do tobogã?

Borny Cristiano So, de Ribeirão Preto para Sertãozinho; de Sertãozinho para Ribeirão; de Ribeirão para o mundo.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

De São Paulo a Batatais, de Batatais a Ribeirão

Numa tarde quente, atravessamos São Paulo, chegando a pequena e pacata cidade de Batatais.

Pelo tardar do dia, quase noite, fomos direto ao alojamento da equipe profissional do clube, que hoje briga pelo acesso à terceira divisão do Campeonato Paulista.

Numa antiga dependência da FEBEM, os jogadores sonham com um futuro melhor. Tem jogadores de todos os cantos do Estado, a maioria com menos de 23 anos. No grupo, se destacam Luis Mário e Rayan, jogadores do São Caetano e que foram cedidos por empréstimo para liderarem o grupo rumo à divisão superior.

O presidente, um senhor simpático, hoje secretário de segurança da cidade, antigo delegado, ex jogador, pai de jogador conhecido, nos atende e sonha com uma parceria profissional que possa ajudar o clube. Almeja o surgimento de grandes revelações.

Saímos de lá em direção para Ribeirão Preto, com o tempo ainda de sentar no boteco com o treinador do time, e trocar informações e contatos entre um copo e outro.

Chegando em Ribeirão, paramos no primeiro lugar que nos acolheu. Agora, tarde da noite, o Jô quase indo dormir, todos nós poderemos sonhar.

Amanhã, tem a rivalidade de Ribeirão para nos duelar, tem o Sertãozinho, tem até o Juventus da Móoca que nos avizinha no hotel ao lado.

Eles também têm seus sonhos, amanhã descobriremos quais são.

Borny Cristiano So, advogado em viagem e analisando os sonhos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Juventude estaria tentando parceria com o Arsenal

30/09/2008 - 17:05
Juventude estaria tentando parceria com o Arsenal
Gazeta Press / Placar
http://placar.abril.com.br/noticias/html/20080930_524858.shtml

Caxias do Sul (RS) - A viagem do presidente do Juventude, Sérgio Florian, para a Europa, seria para algo a mais do que "estreitar as relações do clube gaúcho com times europeus", como diz o site oficial do time. De acordo com o jornal Pioneiro, o dirigente alviverde estaria fechando acordo para uma parceria com o Arsenal da Inglaterra.

O objetivo seria de ter a Fly Emirates como parceira do clube, assim como a empresa aérea patrocina os Gunners. A idéia é reviver a parceria que o Juventude teve com a Parmalat nos anos 90, quando o clube gaúcho conquistou a Série B do Campeonato Brasileiro, o Campeonato Gaúcho e a Copa do Brasil.

A tentativa de um novo patrocinador viria para apagar a frustração com a Red Bull. A empresa foi cogitada para ser a nova parceira do Juventude em 2007, mas a não houve acordo.

Sérgio Florian, e Flávio Bortolatto, vice-presidente, retornam ao Brasil neste domingo.

domingo, 5 de outubro de 2008

Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA

Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA

Pacote aprovado no Senado passou por modificações depois de rejeição na Câmara na última segunda-feira

da Redação
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco252104,0.htm

SÃO PAULO - O Senado aprovou por 74 votos a 25 a nova proposta para um pacote de US$ 700 bilhões em ajuda a empresas afetadas pela crise econômica dos Estados Unidos. Na tentativa de ampliar o apoio para que o plano fosse aprovado, o custo do projeto teve um aumento de US$ 150 bilhões, o que inclui corte de impostos para a classe média e incentivos a pequenas empresas.

Agora, o pacote de socorro financeiro de US$ 850 bilhões voltará à Câmara nesta sexta, onde foi rejeitado em primeira votação na última segunda. Se for aprovado, o pacote abrirá caminho para a maior intervenção do Estado na economia americana desde a crise de 1929.


Quais são as principais propostas do pacote?

1. US$ 700 bilhões serão liberados em parcelas para a compra de papéis podres em poder de bancos e outras empresas em dificuldades financeiras. Liberação imediata de US$ 250 bilhões, em seguida US$ 100 bilhões. Os outros US$ 350 bilhões poderão ser retidos se o Congresso não estiver satisfeito com o desempenho do programa.

2. A principal alteração no projeto aprovado pelo Senado trata do aumento do limite de depósitos bancários que passam a ser garantidos pelo governo, de US$ 100 mil para US$ 250 mil.

3. Será determinado um limite de compensação para os chefes de empresas participantes do programa, para evitar que alguém se aproveite da ajuda do governo e depois deixe o cargo.

3. Novo projeto prevê mais de US$ 150 bilhões para tornar o plano mais popular, o que inclui corte de impostos para classe média e incentivo a pequenos empresários.

4. O secretário do Tesouro, Henry Paulson, poderá renegociar contratos de hipotecas para ajudar proprietários com problemas para pagar dívidas a fim de evitar o despejo do inquilino.

5. O governo poderá cancelar deduções de impostos para empresas que paguem mais de US$ 500 mil por ano a seus executivos.

6. Washington assumirá participação nas empresas que receberem ajuda para que os contribuuintes possam compartilhar lucros das companhias, se elas se recuperarem.

7. Cláusula exigida pelos republicanos da Câmara dá ao secretário do Tesouro a opção de requerer que os bancos comprem seguros para cobrir sua carteira de títulos vinculados a hipotecas.

8. Será criado o comitê que ficará encarregado de supervisionar a aplicação do dinheiro do pacote. Entre as autoridades que farão parte desse comitê estão os presidentes do Fed (o banco central americano) e da Comissão de Mercado de Valores (órgão que regulamenta o mercado de ações, semelhante à Comissão de Valores Mobiliários brasileira).


Como o pacote deve funcionar?

Com o dinheiro, o governo ajudará as instituições com problemas, comprando os papéis podres, em troca de ações das empresas. Dessa forma, se o banco se recuperar, os contribuintes vão lucrar com os dividendos dos papéis.

Passará a haver restrições aos pagamentos dos executivos dos bancos, que deixarão de ter os chamados "pára-quedas dourados" - imensos pagamentos destinados a banqueiros que estão deixando suas instituições.

O que são papéis podres?

Papéis podres são títulos com possibilidade de não serem pagos a seus detentores. Ou seja, têm alto potencial de prejuízo, apesar de o volume das perdas que eles representam ser incerto. Isso acontece porque eles estão atrelados a financiamentos imobiliários.

A atual crise foi desencadeada pelo aumento da inadimplência de pessoas que contraíram hipotecas, mas não se sabe ao certo quais conseguirão honrar seus compromissos ou não.

Por que a compra desses papéis deve ajudar os bancos com problemas?

A proposta em votação no Congresso é que os papéis sejam comprados pelo valor de maturação, muito superior ao valor de mercado. Com isso, as empresas em dificuldades receberiam uma grande injeção de capital, melhorando suas contas.

Isso, por sua vez, aumentaria a liquidez do mercado - já que os bancos ganhariam mais segurança para emprestar recursos uns ao outros.

Por que o projeto original foi rejeitado na Câmara?

O projeto é bastante impopular nos Estados Unidos. Uma pesquisa realizada pelo jornal americano USA Today, antes das mudanças atuais no plano, revelou que apenas 22% dos eleitores o apoiavam.

Muitos americanos consideram o pacote uma proposta de ajuda aos banqueiros e, em um ano de eleições legislativas (além da presidencial), muitos congressistas que são candidatos à reeleição consideraram politicamente arriscado demais votar a favor da proposta.

Também pesou o fator ideológico. Muitos republicanos conservadores são, por princípio, contrários a uma intervenção do Estado na economia.

A maior parte dos republicanos - do mesmo partido do presidente George W. Bush, que era a favor da proposta - votou contra o plano.

Falta votação na Câmara. O que pode acontecer se o projeto não for aprovado?

Os mais pessimistas prevêem conseqüências nefastas para o mercado financeiro. Mais instituições financeiras quebrariam, e os Estados Unidos entrariam em uma grande recessão com desdobramentos profundos na economia global.

Depois da rejeição na Câmara, as bolsas de valores de todo o mundo sofreram quedas significativas. O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, registrou na segunda-feira sua maior queda em pontos (mais de 770) em todos os tempos.

Outro fator que atingiu muitos investidores foi a queda no preço do barril do petróleo e na cotação do dólar. Mas analistas dizem que o principal problema é que, sem o pacote, continuaria a incerteza sobre o futuro do setor financeiro.

O mercado de crédito permaneceria praticamente paralisado, já que os bancos continuariam com receio de emprestar dinheiro uns aos outros. Indivíduos e empresas interessadas em obter financiamentos também continuariam a ter dificuldade em obter dinheiro.


(Com BBC Brasil)

sábado, 4 de outubro de 2008

Doping de cavalo afasta Rodrigo Pessoa por 135 dias

Doping de cavalo afasta Rodrigo Pessoa por 135 dias

Rodrigo Pessoa havia conquistado o quinto lugar na Olimpíada de Pequim com o cavalo Rufus
http://www.estadao.com.br/esportes/not_esp252878,0.htm

AE-AP - Agencia Estado

Wander Roberto/Divulgação


LAUSANNE - O cavaleiro brasileiro Rodrigo Pessoa foi suspenso nesta sexta-feira pela Federação Eqüestre Internacional (FEI) por 135 dias pelo doping de seu cavalo, Rufus, no Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto. O brasileiro, de 36 anos, também terá que pagar uma multa de 2 mil francos suíços (cerca de R$ 3,5 mil).

Rodrigo Pessoa havia conquistado o quinto lugar na Olimpíada, mas acabou suspenso após ser confirmada a presença da substância nonivamida no exame antidoping de Rufus. A substância é proibida por provocar hipersensibilidade e alívio de dores no animal.

Como a suspensão é contada a partir da decisão preliminar - 29 de agosto -, Rodrigo Pessoa está suspenso até 10 de janeiro de 2009. O brasileiro tem 30 dias para recorrer da decisão na Corte Arbitral do Esporte (CAS - sigla em inglês).

A substância encontrada em Rufus é a mesma que causou a eliminação do cavalo Chupa Chup, do também brasileiro Bernardo Resende Alves, antes da final. Curiosamente, Rodrigo Pessoa tornou-se campeão olímpico em 2004 graças a um caso semelhante. O irlandês Cian O''Connor, primeiro colocado nos saltos, foi desclassificado depois que seu cavalo foi flagrado no exame antidoping.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A cronologia da crise financeira

A cronologia da crise financeira

BBC Brasil
SÃO PAULO - Entre 2004 e 2006: problemas no subprime
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco250292,0.htm


Depois de dois anos, entre 2004 e 2006, quando a taxa de juros subiu de 1% para 5,35%, o mercado imobiliário americano começou a sofrer, com preços dos imóveis caindo e aumento na inadimplência de mutuários. A inadimplência em empréstimos do tipo subprime - hipotecas de alto risco para pessoas com histórico ruim de crédito - atingiu níveis recordes.


Abril a agosto de 2007: contágio do subprime

Abril

A New Century Financial, especializada em empréstimos subprime, pediu concordata e demitiu metade dos seus funcionários.Com suas dívidas sendo repassadas para outros bancos, o mercado subprime começou a entrar em colapso.

Julho

O banco de investimentos Bear Stearns diz que seus investidores não conseguirão resgatar o dinheiro investido em seus fundos hedge. O diretor do Federal Reserve (o banco central americano), Ben Bernanke, diz que a crise do subprime pode custar US$ 100 bilhões.

Agosto 2007: Tamanho da crise é revelado

9 de agosto

O banco de investimentos PNB Paribas diz a seus investidores que eles não conseguirão resgatar seus investimentos, devido à "completa evaporação da liquidez" do mercado. É um sinal claro de que os bancos estão se recusando a emprestar dinheiro uns aos outros. O Banco Central Europeu investe 95 bilhões de euros no setor bancário, para melhorar a liquidez. Em seguida, mais 108,7 bilhões de euros são investidos. Os bancos centrais dos Estados Unidos, Canadá e Japão começam a intervir.

17 de agosto

O Federal Reserve corta pela metade a taxa de juros para empréstimos a bancos, para 5,75%.

Setembro 2007: Corrida aos bancos

13 de setembro

O banco britânico Northern Rock pediu e recebeu ajuda financeira emergencial do banco central britânico. No dia seguinte, os correntistas retiraram mais de US$ 2 bilhões, em uma das maiores fugas de capital da Grã-Bretanha.

18 de setembro

O Federal Reserve corta a taxa de juro em meio ponto percentual, para 5,75%.


Outubro de 2007: perdas começam a surgir

No dia 1º, o banco suíço UBS revelou perdas de US$ 3,4 bilhões. Em seguida, o gigante Citigroup divulgou que perdeu US$ 3,1 bilhões com o mercado subprime - US$ 40 bilhões no acumulado de seis meses. No fim do mês, o diretor do Merrill Lynch se demite, depois de revelar que o banco tinha US$ 7,9 bilhões de dívidas que incluíam papéis podres.


Dezembro 2007: Ajuda do governo

No dia 6, o presidente americano, George W. Bush, anunciou um plano para ajudar milhões de mutuários com problemas. O Federal Reserve coordenou ao lado de cinco bancos centrais uma ação para empréstimos a outros bancos.


Fevereiro e março 2008: Nacionalizações e compras

7 de fevereiro

Ben Bernanke alerta para os efeitos da crise do sistema financeiro na economia real. Os líderes do G7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) dizem que as perdas com o mercado subprime podem chegar a US$ 400 bilhões. O governo britânico nacionaliza o banco Northern Rock.

Em março, o Federal Reserve disponibiliza mais US$ 200 bilhões para bancos em dificuldade. No dia 17, o quinto maior banco americano, Bear Stearns, é comprado pelo JP Morgan Chase por US$ 240 milhões (um ano antes, o banco valia US$ 18 bilhões).


Abril 2008: Mais efeitos na Europa

8 de abril

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que as perdas devido à crise financeira internacional podem chegar a US$ 1 trilhão ou até ultrapassar esta marca. Segundo o FMI, os efeitos da crise estão se espalhando para outros setores como crédito ao consumidor e dívidas de empresas. Dois dias depois o Banco da Inglaterra diminui sua taxa de juros para 5%, um corte de 0,25%.

21 de abril

O Banco da Inglaterra divulga os detalhes de um plano ambicioso, da ordem de 50 bilhões de libras (cerca de R$ 171 bilhões) para ajudar bancos, um plano que permitiria que estes bancos trocassem dívidas de hipoteca que potencialmente arriscadas por títulos do governo, mais seguros.


Abril a junho de 2008: Bancos tentam conseguir dinheiro

22 de abril

O banco britânico Royal Bank of Scotland anuncia o plano para levantar dinheiro junto aos acionistas, lançando novas ações no mercado, que chegam ao valor 12 bilhões de libras (mais de R$ 41 bilhões), o maior lançamento de ações da história corporativa da Grã-Bretanha.

2 de maio

O banco UBS, um dos mais afetados pela crise financeira mundial, também lança ações no valor de US$ 15,5 bilhões para cobrir parte de suas perdas, que chegaram a US$ 37 bilhões, mais do que qualquer outro banco afetado pelas turbulências do mercado internacional.

19 de junho

O FBI prende 406 pessoas, incluindo corretores e empreiteiros, como parte de uma operação contra supostas fraudes em financiamentos habitacionais, que alcançaram valor de US$ 1 bilhão.

25 de junho

Outro banco britânico, desta vez o Barclays, anuncia os planos para levantar 4,5 bilhões de libras (cerca de R$ 15,4 bilhões) com lançamento de ações.


Julho de 2008: Grandes financiadores no limite

13 de julho

O banco de hipotecas americano IndyMac entra em colapso e se torna o segundo maior banco a falir na história dos Estados Unidos.

14 de julho

Autoridades financeiras dos Estados Unidos prestam assistência às duas gigantes do setor de hipotecas, Fannie Mae e Freddie Mac. Juntas, as duas companhias são responsáveis por quase metade das hipotecas dos Estados Unidos e detêm ou garantem cerca de US$ 5,3 trilhões em financiamentos e são cruciais para o mercado imobiliário americano.


Agosto a setembro de 2008: Outros gigantes sofrem

4 de agosto

O gigante do setor bancário HSBC alertou que as condições dos mercados financeiros são as mais difíceis "das últimas décadas", depois de sofrer uma queda de 28% em seus lucros semestrais. Dos grandes bancos europeus, o HSBC estava entre os mais atingidos pela crise do mercado imobiliário e de crédito dos Estados Unidos.

30 de agosto

O ministro da Fazenda britânico, Alistair Darling, afirma que a economia da Grã-Bretanha enfrenta sua pior crise dos últimos 60 anos em uma entrevista ao jornal The Guardian.

1º de setembro

Dados oficiais do Banco da Inglaterra mostram queda na aprovação de hipotecas em julho.

5 de setembro

Números do mercado de trabalho americano mostram que a taxa de desemprego no país subiu para 6,1%, causando ainda mais turbulência nos mercados financeiros.

7 de setembro

O governo dos Estados Unidos anuncia que está assumindo o controle das empresas de hipoteca Freddie Mac e Fannie Mae, numa operação que foi considerada uma das maiores do gênero na história americana. O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, afirma que os níveis das dívidas das duas companhias significavam um "risco sistêmico" para a estabilidade econômica e que, se o governo não agisse, a situação poderia piorar.

10 de setembro

O Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, registra perdas de US$ 3,9 bilhões nos três meses anteriores a agosto. O anúncio ocorre em meio a mais alertas econômicos feitos pela Comissão Européia, afirmando que Grã-Bretanha, Alemanha e Espanha poderão entrar em recessão até o final de 2008.

15 de setembro

Depois de dias em busca por um comprador, o Lehman Brothers entra com pedido de concordata, se transformando no primeiro grande banco a entrar em colapso desde o início da crise financeira. O ex-presidente do Fed Alan Greenspan afirma que outras grandes companhias também poderão cair. No mesmo dia, o Merrill Lynch, um dos principais bancos de investimento americanos, concordou em ser comprado pelo Bank of America por US$ 50 bilhões para evitar prejuízos maiores.

16 de setembro

O Federal Reserve anuncia um pacote de socorro de US$ 85 bilhões para tentar evitar a falência da seguradora AIG, a maior do país. Em retorno, o governo assumirá o controle de quase 80% das ações da empresa e o gerenciamento dos negócios. Lehman Brothers fecha acordo para vender partes suas as operações de brokers e dealers para o britânico Barclays.

17 de setembro

Imprensa noticia que o Washington Mutual (WaMu), financiador de hipotecas e maior instituição de poupança dos Estados Unidos, se colocou em leilão como forma de ampliar os esforços para se salvar, em meios aos graves problemas financeiros que atravessa.

23 de setembro

O japonês Nomura Holdings chega a um acordo para comprar por US$ 225 milhões a filial do Lehman Brothers na Ásia Pacífico.

25 de setembro

Outro gigante do setor de hipotecas dos Estados Unidos, o Washington Mutual, é fechado por agências reguladoras e vendido para seu adversário, o Citigroup.

28 de setembro

A crise se alastra mais pelo setor bancário europeu com a nacionalização parcial do grupo belga Fortis, para garantir sua sobrevivência. Autoridades na Holanda, Bélgica e Luxemburgo aceitaram investir 11,2 bilhões de euros na operação. Nos Estados Unidos, legisladores anunciaram que chegaram a um acordo bipartidário para aprovação do pacote de US$ 700 bilhões para salvar instituições financeiras afetadas pela crise.

29 de setembro

A Câmara dos Representantes (deputados) dos Estados Unidos rejeita o pacote de US$ 700 bi proposto pelo governo americano para socorrer instituições financeiras afetadas pela crise. Os legisladores retomam as negociações para realizar uma nova votação na casa.

O Wachovia, o quarto maior banco americano, é comprado pelo Citigroup, em um acordo de resgate que conta com o apoio das autoridades americanas. Segundo este acordo o Citigroup vai absorver até US$ 42 bilhões dos prejuízos do Wachovia.

Na Grã-Bretanha, o governo confirmou a nacionalização do banco de hipotecas Bradford & Bingley. O governo assume o controle de financiamentos e empréstimos do banco no valor de 50 bilhões de libras (cerca de R$ 171 bilhões) enquanto suas operações de poupança e agências são vendidas para o Santander, da Espanha.

O governo da Islândia assume o controle do terceiro maior banco do país, Glitnir, depois que a companhia teve problemas com fundos de curto-prazo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Prefácio do Livro "PARECERES"

Prefácio do Livro PARECERES, Autor Ricardo Azevedo Leitão, pela Editora Fiúza

Conheci o autor em meados de 1998 nos corredores da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ainda não como seu aluno diretamente, o que viria a acontecer exatamente um ano depois, mas, naquele momento, ainda no terceiro semestre da faculdade, já teria o primeiro contato com o professor que primava pela excelência de suas lições em contraste ao barulho que fazíamos à porta da turma em que lecionava.

Aqueles tempos na casa acadêmica mackenzista só fizeram crescer a amizade que se consolidaria tempos depois. O professor que sempre apoiou a peripécia de seus alunos, em especial as de nosso grupo, inclusive em nossa publicação Analise, para a qual falou do sorriso boto do poeta João Cabral de Melo Neto, e, também no nosso arrojado enfrentamento político diante dos encalces da política acadêmica.

O principal apoio, entretanto, ocorreu na sala de aula. Assim, eu e muitos outros alunos enfrentamos a primeira edição deste livro nas salas de aula, nas turmas de Direito do Trabalho do professor Ricardo Azevedo Leitão. Enfrentamos a inquietude dos ensaios jurídicos elaborados pelo autor na última prova daquele semestre.

Eram 15 os ensaios jurídicos. Era o Direito do Trabalho que tocava a campainha daqueles alunos do terceiro ano da Faculdade de Direito. Algum tempo depois, o professor se tornou doutor, pois fui trabalhar com ele em sua banca de advocacia, primeiro como estagiário, depois como advogado.

Aqueles 15 ensaios se tornaram 150, senão mais. O que eram apenas temas abstratos para os alunos, transformaram-se em casos concretos do próprio dia-a-dia do escritório.

Percebi ali, que cada um dos ensaios jurídicos remetia a uma batalha jurídica que o advogado Ricardo Azevedo Leitão havia travado. Percebi, que não tinha sido simples a confecção daqueles trabalhos diante das complexidades jurídicas que se anunciavam à porta daquele professor e advogado.

Percebi que era mais fácil ser aluno do que advogado; mais fácil ser advogado do que professor. Nestes percalços profissionais, em 2004, deixei aquela banca de advocacia e fui caminhar com pernas próprias, levando os conhecimentos do professor de faculdade, do doutor advogado, do amigo.

Em 2008, o autor completa 20 anos de advocacia. Para tanto, comemoraria data tão importante com alguns festejos, dentre os quais o lançamento dessa obra, que em sua primeira versão foi prefaciada pelo então Reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, professor Dr. Claudio Lembo.

Agora, seriam vinte e cinco, transformados em pareceres. A sete dos quinze anteriores, atualizados e revisados, foram incluídos mais quinze novas teses jurídicas, todos relacionados aos suportes dados aos seus clientes nos últimos anos, são verdadeiras obras jurídicas construídas para serem aplicadas ao fato concreto.

Temas como a legalidade das casas de bingo, vínculo empregatício de médicos e autônomos, restrição aos direitos fundamentais, juntam-se às discutidas terceirizações e solidariedade entre empresas tomadoras e prestadoras de serviços, liberdade sindical, cargos de confiança e assédio moral.

Por isso, posso afirmar que se trata de uma nova obra e não simplesmente de uma segunda edição de um trabalho publicado há dez anos atrás, pois se vê a evolução de um professor que nunca deixou de se dedicar ao estudo acadêmico e faz disso uma rotina diária.

Posso afirmar que o operador do Direito terá neste livro a resposta para inúmeras perguntas que não são respondidas durante o curso, mas que nos perseguem quando viramos advogados, juízes, promotores, enfim, quando terminamos a faculdade de Direito. Posso afirmar ainda que não se trata de um simples livro de Direito, mas que demonstra, por meio da inquietude dos pareceres, o arrepio de sua alma diante de uma complexa análise das relações humanas.

Por fim, poderei também afirmar que seus futuros alunos terão muitas noites mal dormidas, talvez até mais do que aquela geração promissora da Faculdade de Direito do Mackenzie, que não se calaria diante das injustiças, que interagiria com os rumos da história, que seriam éticos em sua profissão, ou seja, que respeitariam todos os ensinamentos do professor da sala de aula.

Borny Cristiano So

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ética na Política?

30% dos deputados candidatos são processados, diz ONG
Dos 187 parlamentares candidatos, pelo menos 53 foram questionados judicialmente
http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/not_cid248695,0.shtm

Daiene Cardoso - Agência Estado

SÃO PAULO - Levantamento da organização não-governamental (ONG) Transparência Brasil mostra que 30% dos deputados estaduais que concorrem às eleições municipais de 2008 sofrem processo na Justiça ou foram punidos por Tribunais de Conta. Dos 187 parlamentares candidatos, pelo menos 53 foram questionados judicialmente. Segundo a entidade, em Santa Catarina, Goiás, Maranhão, Sergipe, Rio Grande do Sul, São Paulo, Amazonas e Bahia, um em cada três deputados já foi punido pelo Tribunal de Contas, responde a ação na Justiça comum ou obteve alguma decisão desfavorável na Justiça Eleitoral.

Na Assembléia Legislativa de Santa Catarina - com 40 parlamentares -, dos sete deputados candidatos, cinco são processados. Já em São Paulo, Estado com a maior Assembléia Legislativa do País - 94 parlamentares - dos 31 candidatos, 12 devem explicações à Justiça. O levantamento da Transparência Brasil não inclui contestações de natureza privada (como disputa por pensão alimentícia) e crimes contra honra (uma vez que este tipo de contestação é freqüente entre os políticos).

A ONG só considerou processos que tramitam em primeira instância nas situações em que o recurso na segunda instância foi movido pelo Ministério Público (MP). Foram contabilizados também casos de rejeição de prestação de contas em que o candidato não pediu anulação da decisão.

Segundo a ONG, é comum as situações em que a rejeição de prestação de contas não é contestada porque não há punição do político. "É uma crítica que a gente sempre faz. O Tribunal rejeita e fica por isso mesmo", diz Fabiano Angélico, coordenador de projetos da Transparência Brasil.

Para fazer o levantamento, a entidade reuniu informações das Justiças estaduais e dos Tribunais de Conta que disponibilizam os dados na internet. Por essa razão, alguns parlamentares podem ter ficado de fora da pesquisa.