sábado, 16 de agosto de 2008

Um ser mackenzista

"Na primeira vez que este artigo foi publicado, eu ainda estava no 3º ano da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, nos idos de 2000. A partir daquela edição da publicação ANALISE, muitas outras vezes, seja no próprio ANALISE, ou no próprio jornal oficial do órgão estudantil, o texto se repetiu. Quem é mackenzista, sabe do que falo. Quem não é, desejará sê-lo.”

Amigo calouro, antes de mais nada seja bem-vindo!

Esta é a boa recepção que nós, seus eternos veteranos, desejamos, afinal, você acaba de se tornar um acadêmico da Faculdade de Direito no Mackenzie, uma Instituição que há 45 anos forma e constrói profissionais, Homens para a vida.

Entretanto, você tem noção do valor que é ser um mackenzista?

Em princípio, ser mackenzista é um espírito que, amiúde, cresce, amadurece dentro de si, ao passo que o acadêmico vai conhecendo intrinsecamente a rotina de sua comunidade, seu campus e os eternos mackenzistas que construíram e/ou constroem suas vidas.

Senão, amigos, vejamos:

O Mackenzie situa-se na histórica rua Maria Antonia, de duelos passados e bares presentes por toda sua extensão, como o Candy Place, o Deméter e o famoso MacFil. A possibilidade de não se apaixonar por um deles é pequena, ou seja, o ser mackenzista é, além dos estudos acadêmicos, relaxar em um dos bares à sua volta, imaginando o que seria ter participado da Guerra da Maria Antonia em 1968.

Temos nosso campus, que merece ser desvendado em sua monumental completude e complexidade. Desde a famosa Capela às quadras, passando pela aconchegante Praça João Mendes Jr., o Quadrilátero Mackenzista é um charme de mais de um século, dotado de lendas e tradições, como os festejos do Dia do Mackenzista, evento realizado no mês de outubro. Ser mackenzista é orgulhar-se de seu habitat, contribuindo para suas melhorias e conservação, lutando para que se mantenha sempre um berço acolhedor para nossos ensinamentos.

Não se pode esquecer também das personalidades mackenzistas que tanto nos motivam a tentar ser alguém neste mundo. Ser mackenzista é espelhar-se em tais ‘ídolos’ e, concomitantemente, lutar para ser o espelho de novas gerações, quiçá, um dia.

Contudo, uma menção honrosa a nossa Célia, uma personalidade que muito nos diverte com seu jeito despojado e vida transeunte que a vida lhe destinou. Dizem os mais remotos rumores que um dia, em sã sanidade, fora professora, um baú de sabedoria, em nossa Casa, porém os tropeços lancinantes do destino a levaram, ou melhor, transformaram-na na pessoa bem-quista que a é. Não receie em conhecê-la, pois conversar com a Célia é descobrir um pouco de nós mesmos e de como a vida pode ser alegre, apesar dos infortúnios e dificuldades. Ser mackenzista também é tratar a vida com paixão, com perseverança e esperança de que cada dia será melhor do que o anterior, aproveitando todo e qualquer minuto para realizar algo ou curtir à doidado.

Enfim, uma vez mackenzista, você nunca mais deixará de orgulhar-se de ser um. É uma relação de amor, que se construirá por de tudo um pouco, porém tal fato não pode cegar nossos olhos para os defeitos que, sim, nossa Instituição possui. Ser mackenzista é lutar para manter nossa Casa sempre no topo, melhorando-a e reformando-a, nunca a revolucionando, nem tentando fazer mil reviravoltas.

Em se alimentando este amor pelo Mackenzie, meu desejo é que todos consigamos nos transformar verdadeiramente em um ser mackenzista, pois o Mackenzie não é apenas seus prédios tombados e tradição. Sua importância foi, é e ainda será imensa graças aos seus eternos mackenzistas de coração.

Nenhum comentário: