"Na primeira vez que este artigo foi publicado, eu ainda estava no 3º ano da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, nos idos de 2000. A partir daquela edição da publicação ANALISE, muitas outras vezes, seja no próprio ANALISE, ou no próprio jornal oficial do órgão estudantil, o texto se repetiu. Quem é mackenzista, sabe do que falo. Quem não é, desejará sê-lo.”
Amigo calouro, antes de mais nada seja bem-vindo!
Esta é a boa recepção que nós, seus eternos veteranos, desejamos, afinal, você acaba de se tornar um acadêmico da Faculdade de Direito no Mackenzie, uma Instituição que há 45 anos forma e constrói profissionais, Homens para a vida.
Entretanto, você tem noção do valor que é ser um mackenzista?
Em princípio, ser mackenzista é um espírito que, amiúde, cresce, amadurece dentro de si, ao passo que o acadêmico vai conhecendo intrinsecamente a rotina de sua comunidade, seu campus e os eternos mackenzistas que construíram e/ou constroem suas vidas.
Senão, amigos, vejamos:
O Mackenzie situa-se na histórica rua Maria Antonia, de duelos passados e bares presentes por toda sua extensão, como o Candy Place, o Deméter e o famoso MacFil. A possibilidade de não se apaixonar por um deles é pequena, ou seja, o ser mackenzista é, além dos estudos acadêmicos, relaxar em um dos bares à sua volta, imaginando o que seria ter participado da Guerra da Maria Antonia em 1968.
Temos nosso campus, que merece ser desvendado em sua monumental completude e complexidade. Desde a famosa Capela às quadras, passando pela aconchegante Praça João Mendes Jr., o Quadrilátero Mackenzista é um charme de mais de um século, dotado de lendas e tradições, como os festejos do Dia do Mackenzista, evento realizado no mês de outubro. Ser mackenzista é orgulhar-se de seu habitat, contribuindo para suas melhorias e conservação, lutando para que se mantenha sempre um berço acolhedor para nossos ensinamentos.
Não se pode esquecer também das personalidades mackenzistas que tanto nos motivam a tentar ser alguém neste mundo. Ser mackenzista é espelhar-se em tais ‘ídolos’ e, concomitantemente, lutar para ser o espelho de novas gerações, quiçá, um dia.
Contudo, uma menção honrosa a nossa Célia, uma personalidade que muito nos diverte com seu jeito despojado e vida transeunte que a vida lhe destinou. Dizem os mais remotos rumores que um dia, em sã sanidade, fora professora, um baú de sabedoria, em nossa Casa, porém os tropeços lancinantes do destino a levaram, ou melhor, transformaram-na na pessoa bem-quista que a é. Não receie em conhecê-la, pois conversar com a Célia é descobrir um pouco de nós mesmos e de como a vida pode ser alegre, apesar dos infortúnios e dificuldades. Ser mackenzista também é tratar a vida com paixão, com perseverança e esperança de que cada dia será melhor do que o anterior, aproveitando todo e qualquer minuto para realizar algo ou curtir à doidado.
Enfim, uma vez mackenzista, você nunca mais deixará de orgulhar-se de ser um. É uma relação de amor, que se construirá por de tudo um pouco, porém tal fato não pode cegar nossos olhos para os defeitos que, sim, nossa Instituição possui. Ser mackenzista é lutar para manter nossa Casa sempre no topo, melhorando-a e reformando-a, nunca a revolucionando, nem tentando fazer mil reviravoltas.
Em se alimentando este amor pelo Mackenzie, meu desejo é que todos consigamos nos transformar verdadeiramente em um ser mackenzista, pois o Mackenzie não é apenas seus prédios tombados e tradição. Sua importância foi, é e ainda será imensa graças aos seus eternos mackenzistas de coração.
sábado, 16 de agosto de 2008
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