"Cumprindo a promessa de agosto de 2007 e ilustrada na crônica anterior, quando a Copa do Mundo de 1998, realizada na França, se encerrou, sentei-me à frente do computador e escrevi. Era o que me restava. Nos dias seguintes, ouvimos falar dos esquemas sobre o mal súbito do Ronaldo, esquema Nike, esquema Copa 2002. Um ano depois, CPI do Futebol e CPI da Nike no Congresso Nacional. Zidane e os soldados franceses dominavam o Planeta Bola. Este era o panorama do futebol no final do século passado. "
We are the champions?
Promessa feita, palavra cumprida. São seis horas da tarde do dia doze de julho de 1998 e a lástima domina a Rede Bobo, perdão, a rede global. A copa está terminando e a França se sagrou campeã. Agora, só no próximo milênio. Todo mundo tentou, mas só o Brasil conseguiu ser tetra.
Levamos um baile na final e a Seleção, se não jogou de salto alto, demorou para entender que estava decidindo um título mundial. Jogadores importantes não renderam o esperado como em outras partidas e, quando acordaram já era tarde demais. Moral da história: o seleto grupo dos campeões mundiais ganhou mais um sócio.
Chorar? Nem pensar... o brasileiro tem de começar a aprender a valorizar o segundo lugar que também é muitíssimo importante, afinal, embora perdendo, somos os campeões do século. Ganhamos quatro copas do mundo, uma na Suécia, depois no Chile, seguindo-se no México e, por último, a triste conquista nos Estados Unidos. O que mais queremos?
Eu, pelo menos, quero ganhar outras, levantando as taças da igualdade, liberdade e fraternidade e, por outro lado, perder os títulos de campeão da violência, da miséria, das jogadas políticas. Em suma, não fomos os vencedores no futebol, mas somos os campeões da desigualdade social. Isto vale um pranto sincero.
Aliás, dizer que perdemos é, de certa forma, uma hipocrisia. Não perdemos, porque lutamos até o último minuto, ou melhor, tentamos lutar até o final. Não nos entregamos jamais, perdendo o jogo em dois escanteios inusitados o qual o jogador da Copa, Zidane, fez o que o craque costuma fazer: decidir as partidas.
Valorizar o vice-campeonato, sim; esconder nossos defeitos, que foram muitos, nunca. Lutou-se até o último minuto, entretanto nada jogamos. Um time apático, abatido, talvez, motivado pelo problema Ronaldo; quiçá, pela pressão do hino francês cantado por oitenta mil pessoas; enfim, o qual sequer ameaçou o título francês.
Os jogadores merecem nossos cumprimentos pela pouca alegria que trouxeram a massa brasileira, tão esquecida pelas autoridades deste País. Triste é isso. O futebol é a única forma de alegrar os milhares de excluídos do Oiapoque ao Chuí. E eu fui testemunha da festança que dominou São Paulo, especialmente, após o jogaço contra a Holanda, em plena terça-feira, comemoração que adentrou a madrugada.
Desejara ter queimado a língua, ou melhor, queimado o teclado do computador, pois, há aproximadamente 10 meses atrás, escrevi uma crônica (pelo menos, tentei), dizendo que, dificilmente, o Brasil se sagraria campeão. Infortunadamente, acertei.
Entretanto, o otimismo também invadiu meu âmagos mais racionais. Até hoje à tarde, meu palpite do jogo era dois a um para o Brasil. Levamos três. Não fizemos nenhum. Os fogos estouraram pelo lado de fora da janela e, em virtude da quantidade, ou o brasileiro não quer guardá-los para a próxima festa junina ou existem muitos franceses, morando em São Paulo.
Não nego que estou um pouco triste. Triste e um pouco revoltado. Triste, pois o Brasil apresentou um futebol melhor do que quatro anos atrás, encantou em alguns momentos, resgatando lances mágicos do lendário futebol brasileiro e foi vencido. Novamente me pergunto: perder, jogando um futebol bonito (bem... bonito na minha visão e esta pode ser totalmente diferente da sua, crítico boleiro) ou ganhar, praticando o pragmatismo dos resultados medíocres?
Perder desta forma como a de hoje foi diferente da derrota de 82. Por quê? Porque, pelo menos, aquela seleção encantou o mundo inteiro, mesmo na derrota; enquanto a geração de Ronaldo apenas, em certos jogos, demonstrou a genialidade brasileira, perdendo a taça de uma maneira ridícula. No mínimo, perdesse jogando bonito...
A revolta é sentida não contra o Bebeto ou Junior Baiano, e sim por todas as baboseiras as quais fui obrigado a ouvir nos dias que separaram as semifinais das finais. Quanta manipulação!! Sem ter o que noticiar, as Televisões, principalmente, elaboraram reportagens medíocres como, por exemplo, os pais de alguns jogadores levados a um restaurante francês para “paparem” os franceses. Que b....!!
Invocando um ufanismo surpreendente para um meio de comunicação, fizeram um País sonhar antes da hora. O que dizer a criança que chora sem parar? Como desmentir, o que a TV já dava como certo? Sim, provou-se que verdade incontestável, não é a verdade verdadeira.
Espero que as lágrimas as quais, com certeza, rolaram pelos rostos de milhões de brasileiros não sejam unicamente destinadas ao vice-campeonato. Se a comoção que dominou o País não se limitar somente ao esporte mais praticado no mundo, alcançando todas as mazelas sociais do país verde-amarelo, sorriremos daqui algum tempo, pois a pobreza, a corrupção terão diminuído um pouco, já o suficiente.
Aplausos para nossos atletas que bravamente tentaram e perderam, porém não fracassaram. Alguns decepcionaram, entretanto, não podemos crucificá-los pela derrota. Zagallo, dou-lhe meus cumprimentos pela carreira vitoriosa, pelo tetra, contudo saiba que o acho ultrapassado há muito tempo. Nada pessoal (quem sabe, algum dia nos encontremos e possamos conversar sobre o futebol de antigamente), porém mais quatro anos tendo que engoli-lo, jamais.
O melhores jogadores brasileiros na Copa? Cafu e Dunga. O primeiro enfrentou as críticas com garra, não se abatendo com o blá-blá-blá dos torcedores e da Imprensa; o segundo, já vencera os ataques após a derrota da Copa de 90, levantando a taça em 94 e consolidando sua liderança na França. Os dois marcados para sempre pela superação.
— O grande vencedor não é aquele que ganha. É aquele que consegue se levantar e se superar. — o capitão. Assino em baixo.
Quanto aos outros, em minha opinião, Giovanni foi sacrificado, uma pena, pois é um jogador extraordinário; Rivaldo mostrou a categoria de craque; Denilson, a molequice do peladeiro brasileiro; Roberto Carlos, a máscara de sempre; Ronaldo, o oportunismo cabível ao matador, embora não tendo jogado como o melhor do mundo deveria jogar. O restante, todavia, nada merecedor de maiores destaques individuais.
Neste momento, vaias e cobranças apenas para nossa Mídia, liderada pela líder de audiência, que supervalorizou nosso esquadrão, desprezando a seleção francesa. O clima do oba-oba não dominou somente o massa brasileira, mas sim, até, incabível, alguns jogadores da Seleção.
Criou-se um clima de já ganhou, o qual invadiu o País e fez do título antecipado, e já comemorado por muitos, uma grande tristeza da Nação, uma perda que não deixa o Brasil mais miserável, apenas menos festivo.
Palmas ao craque Zidane pelo comando dos novos revolucionários franceses; nota zero para o Magdo Bueno pelo ufanismo exarcebado. Ele, em nome do canal 05, como ele mesmo disse, merecia ser o culpado pelo choro do menino, pois assegurou a todo instante que faltavam apenas algumas horas para o pentacampeonato.
Ser otimista é uma coisa, iludir é outra. Tudo bem, o Brasil era favorito... mas por que não respeitar Zidane e companhia? Milhões de brasileiros sonharam com a festa após o jogo e tudo não passou de pura ilusão.
Por que o narrador, ao invés, de mudar o discurso durante a partida, tentando valorizar o segundo lugar, não foi mais humilde antes do início da partida? Ah... sim... o Brasil do futebol, como o da política, da economia, da sociedade, não tem problemas a serem noticiados aos telespectadores e, portanto, não existe críticas a fazer, somente apelos emocionais para se retratar da conquista antecipada que não se concretizou.
Será que alguns números a mais no IBOPE valem um otimismo superestimado? Ser confiante é uma coisa; outra é já antecipar a comemoração. Brasil 500 anos... homenagem ao País ou só interesse pessoal? Responda tu, meu pensante leitor...
Talvez, tudo não tenha passado de uma prova da facilidade em se manipular o brasileiro. O que foi dito, não foi duvidado, apenas acreditado...
Realmente, um caso de amor com o País. Dominação e alienação cultural.
(...)
Em tempo, minha escalação antes da Copa era a seguinte: Carlos Germano; Cafu, Junior Baiano, Mauro Galvão, Roberto Carlos; Dunga, Giovanni, Rivaldo e Denilson; Romário e Ronaldo. Após o corte do Romário, coloquei Leonardo no meio de campo, avançando o Denilson para jogar ao lado do Ronaldo.
Dirão os críticos que meu time é muito ofensivo, não conseguindo sobreviver nesta época do futebol moderno. Então, meus amigos leitores engrossarão o coro da pergunta mais chata de todos os tempos: será?
Penso, nos meus 12 anos como técnico de futebol de botão, que, embora jogando ofensivamente, este time tendo um esquema definido seria o surrealismo do futebol arte. Por exemplo, imagine leitor o esquema 3-2-3-2. O Dunga seria o líbero do time, jogando na sobra, entre os zagueiros. Os alas seriam auxiliados pelos três meio campistas, Giovanni pela direita, Leonardo pela esquerda e Rivaldo pelo meio. Denilson seria um autêntico ponta-esquerda, enquanto Ronaldo, o matador artilheiro.
Perderei o meio de campo, retrucará o Zagallo e eu lhe responderei que não desde que todos tenham preparo físico e senso de conjunto. Aliás, isso se o outro time pegar na bola, porque com um esquadrão desses, os adversários nem entrariam em campo.
Por outro lado, para não dizerem que eu sou mais um crítico do vencedor Zagallo, se o goleiro fosse Carlos Germano, talvez tivéssemos perdido para a Holanda nos pênaltis. Denilson mostrou no jogo contra a Noruega, ou melhor, não mostrou nada contra o time escandinavo. Giovanni, bem ele foi um injustiçado no primeiro jogo, mas não pegou na bola na partida de estréia.
Enfim, ele é o único tetracampeão do mundo e eu, apenas mais um no meio de 160 milhões de brasileiros. Boa sorte, lobo Zagallo, como mais um torcedor, ao meu lado na arquibancada em 2002!
We are the champions?
Promessa feita, palavra cumprida. São seis horas da tarde do dia doze de julho de 1998 e a lástima domina a Rede Bobo, perdão, a rede global. A copa está terminando e a França se sagrou campeã. Agora, só no próximo milênio. Todo mundo tentou, mas só o Brasil conseguiu ser tetra.
Levamos um baile na final e a Seleção, se não jogou de salto alto, demorou para entender que estava decidindo um título mundial. Jogadores importantes não renderam o esperado como em outras partidas e, quando acordaram já era tarde demais. Moral da história: o seleto grupo dos campeões mundiais ganhou mais um sócio.
Chorar? Nem pensar... o brasileiro tem de começar a aprender a valorizar o segundo lugar que também é muitíssimo importante, afinal, embora perdendo, somos os campeões do século. Ganhamos quatro copas do mundo, uma na Suécia, depois no Chile, seguindo-se no México e, por último, a triste conquista nos Estados Unidos. O que mais queremos?
Eu, pelo menos, quero ganhar outras, levantando as taças da igualdade, liberdade e fraternidade e, por outro lado, perder os títulos de campeão da violência, da miséria, das jogadas políticas. Em suma, não fomos os vencedores no futebol, mas somos os campeões da desigualdade social. Isto vale um pranto sincero.
Aliás, dizer que perdemos é, de certa forma, uma hipocrisia. Não perdemos, porque lutamos até o último minuto, ou melhor, tentamos lutar até o final. Não nos entregamos jamais, perdendo o jogo em dois escanteios inusitados o qual o jogador da Copa, Zidane, fez o que o craque costuma fazer: decidir as partidas.
Valorizar o vice-campeonato, sim; esconder nossos defeitos, que foram muitos, nunca. Lutou-se até o último minuto, entretanto nada jogamos. Um time apático, abatido, talvez, motivado pelo problema Ronaldo; quiçá, pela pressão do hino francês cantado por oitenta mil pessoas; enfim, o qual sequer ameaçou o título francês.
Os jogadores merecem nossos cumprimentos pela pouca alegria que trouxeram a massa brasileira, tão esquecida pelas autoridades deste País. Triste é isso. O futebol é a única forma de alegrar os milhares de excluídos do Oiapoque ao Chuí. E eu fui testemunha da festança que dominou São Paulo, especialmente, após o jogaço contra a Holanda, em plena terça-feira, comemoração que adentrou a madrugada.
Desejara ter queimado a língua, ou melhor, queimado o teclado do computador, pois, há aproximadamente 10 meses atrás, escrevi uma crônica (pelo menos, tentei), dizendo que, dificilmente, o Brasil se sagraria campeão. Infortunadamente, acertei.
Entretanto, o otimismo também invadiu meu âmagos mais racionais. Até hoje à tarde, meu palpite do jogo era dois a um para o Brasil. Levamos três. Não fizemos nenhum. Os fogos estouraram pelo lado de fora da janela e, em virtude da quantidade, ou o brasileiro não quer guardá-los para a próxima festa junina ou existem muitos franceses, morando em São Paulo.
Não nego que estou um pouco triste. Triste e um pouco revoltado. Triste, pois o Brasil apresentou um futebol melhor do que quatro anos atrás, encantou em alguns momentos, resgatando lances mágicos do lendário futebol brasileiro e foi vencido. Novamente me pergunto: perder, jogando um futebol bonito (bem... bonito na minha visão e esta pode ser totalmente diferente da sua, crítico boleiro) ou ganhar, praticando o pragmatismo dos resultados medíocres?
Perder desta forma como a de hoje foi diferente da derrota de 82. Por quê? Porque, pelo menos, aquela seleção encantou o mundo inteiro, mesmo na derrota; enquanto a geração de Ronaldo apenas, em certos jogos, demonstrou a genialidade brasileira, perdendo a taça de uma maneira ridícula. No mínimo, perdesse jogando bonito...
A revolta é sentida não contra o Bebeto ou Junior Baiano, e sim por todas as baboseiras as quais fui obrigado a ouvir nos dias que separaram as semifinais das finais. Quanta manipulação!! Sem ter o que noticiar, as Televisões, principalmente, elaboraram reportagens medíocres como, por exemplo, os pais de alguns jogadores levados a um restaurante francês para “paparem” os franceses. Que b....!!
Invocando um ufanismo surpreendente para um meio de comunicação, fizeram um País sonhar antes da hora. O que dizer a criança que chora sem parar? Como desmentir, o que a TV já dava como certo? Sim, provou-se que verdade incontestável, não é a verdade verdadeira.
Espero que as lágrimas as quais, com certeza, rolaram pelos rostos de milhões de brasileiros não sejam unicamente destinadas ao vice-campeonato. Se a comoção que dominou o País não se limitar somente ao esporte mais praticado no mundo, alcançando todas as mazelas sociais do país verde-amarelo, sorriremos daqui algum tempo, pois a pobreza, a corrupção terão diminuído um pouco, já o suficiente.
Aplausos para nossos atletas que bravamente tentaram e perderam, porém não fracassaram. Alguns decepcionaram, entretanto, não podemos crucificá-los pela derrota. Zagallo, dou-lhe meus cumprimentos pela carreira vitoriosa, pelo tetra, contudo saiba que o acho ultrapassado há muito tempo. Nada pessoal (quem sabe, algum dia nos encontremos e possamos conversar sobre o futebol de antigamente), porém mais quatro anos tendo que engoli-lo, jamais.
O melhores jogadores brasileiros na Copa? Cafu e Dunga. O primeiro enfrentou as críticas com garra, não se abatendo com o blá-blá-blá dos torcedores e da Imprensa; o segundo, já vencera os ataques após a derrota da Copa de 90, levantando a taça em 94 e consolidando sua liderança na França. Os dois marcados para sempre pela superação.
— O grande vencedor não é aquele que ganha. É aquele que consegue se levantar e se superar. — o capitão. Assino em baixo.
Quanto aos outros, em minha opinião, Giovanni foi sacrificado, uma pena, pois é um jogador extraordinário; Rivaldo mostrou a categoria de craque; Denilson, a molequice do peladeiro brasileiro; Roberto Carlos, a máscara de sempre; Ronaldo, o oportunismo cabível ao matador, embora não tendo jogado como o melhor do mundo deveria jogar. O restante, todavia, nada merecedor de maiores destaques individuais.
Neste momento, vaias e cobranças apenas para nossa Mídia, liderada pela líder de audiência, que supervalorizou nosso esquadrão, desprezando a seleção francesa. O clima do oba-oba não dominou somente o massa brasileira, mas sim, até, incabível, alguns jogadores da Seleção.
Criou-se um clima de já ganhou, o qual invadiu o País e fez do título antecipado, e já comemorado por muitos, uma grande tristeza da Nação, uma perda que não deixa o Brasil mais miserável, apenas menos festivo.
Palmas ao craque Zidane pelo comando dos novos revolucionários franceses; nota zero para o Magdo Bueno pelo ufanismo exarcebado. Ele, em nome do canal 05, como ele mesmo disse, merecia ser o culpado pelo choro do menino, pois assegurou a todo instante que faltavam apenas algumas horas para o pentacampeonato.
Ser otimista é uma coisa, iludir é outra. Tudo bem, o Brasil era favorito... mas por que não respeitar Zidane e companhia? Milhões de brasileiros sonharam com a festa após o jogo e tudo não passou de pura ilusão.
Por que o narrador, ao invés, de mudar o discurso durante a partida, tentando valorizar o segundo lugar, não foi mais humilde antes do início da partida? Ah... sim... o Brasil do futebol, como o da política, da economia, da sociedade, não tem problemas a serem noticiados aos telespectadores e, portanto, não existe críticas a fazer, somente apelos emocionais para se retratar da conquista antecipada que não se concretizou.
Será que alguns números a mais no IBOPE valem um otimismo superestimado? Ser confiante é uma coisa; outra é já antecipar a comemoração. Brasil 500 anos... homenagem ao País ou só interesse pessoal? Responda tu, meu pensante leitor...
Talvez, tudo não tenha passado de uma prova da facilidade em se manipular o brasileiro. O que foi dito, não foi duvidado, apenas acreditado...
Realmente, um caso de amor com o País. Dominação e alienação cultural.
(...)
Em tempo, minha escalação antes da Copa era a seguinte: Carlos Germano; Cafu, Junior Baiano, Mauro Galvão, Roberto Carlos; Dunga, Giovanni, Rivaldo e Denilson; Romário e Ronaldo. Após o corte do Romário, coloquei Leonardo no meio de campo, avançando o Denilson para jogar ao lado do Ronaldo.
Dirão os críticos que meu time é muito ofensivo, não conseguindo sobreviver nesta época do futebol moderno. Então, meus amigos leitores engrossarão o coro da pergunta mais chata de todos os tempos: será?
Penso, nos meus 12 anos como técnico de futebol de botão, que, embora jogando ofensivamente, este time tendo um esquema definido seria o surrealismo do futebol arte. Por exemplo, imagine leitor o esquema 3-2-3-2. O Dunga seria o líbero do time, jogando na sobra, entre os zagueiros. Os alas seriam auxiliados pelos três meio campistas, Giovanni pela direita, Leonardo pela esquerda e Rivaldo pelo meio. Denilson seria um autêntico ponta-esquerda, enquanto Ronaldo, o matador artilheiro.
Perderei o meio de campo, retrucará o Zagallo e eu lhe responderei que não desde que todos tenham preparo físico e senso de conjunto. Aliás, isso se o outro time pegar na bola, porque com um esquadrão desses, os adversários nem entrariam em campo.
Por outro lado, para não dizerem que eu sou mais um crítico do vencedor Zagallo, se o goleiro fosse Carlos Germano, talvez tivéssemos perdido para a Holanda nos pênaltis. Denilson mostrou no jogo contra a Noruega, ou melhor, não mostrou nada contra o time escandinavo. Giovanni, bem ele foi um injustiçado no primeiro jogo, mas não pegou na bola na partida de estréia.
Enfim, ele é o único tetracampeão do mundo e eu, apenas mais um no meio de 160 milhões de brasileiros. Boa sorte, lobo Zagallo, como mais um torcedor, ao meu lado na arquibancada em 2002!
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